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Auditorias apontaram falhas recorrentes em fundos ligados ao Banco Master desde 2019
Auditorias apontaram falhas recorrentes em fundos ligados ao Banco Master desde 2019
Relatórios sucessivos indicaram dificuldade para comprovar ativos, estrutura societária e avaliações; caso ganha força em meio às investigações recentes
Por: Redação
16/01/2026 às 10:35

Foto: Divulgação
Relatórios de auditoria vêm registrando, desde 2019, problemas estruturais e de documentação em fundos de investimento associados ao Banco Master. Os apontamentos, divulgados ao longo de diferentes exercícios, indicaram entraves para confirmar valores de ativos, ausência de registros societários atualizados e limitações para sustentar demonstrações financeiras — um histórico que antecede em anos a atual ofensiva investigativa sobre o grupo.
Segundo a apuração, auditores analisaram fundos citados por autoridades regulatórias como vinculados ao banco — entre eles Hans 95, Maia 95, Olaf 95, Astralo 95 e Reag Growth. Em parte dos casos, os pareceres resultaram em abstenção de opinião, quando não houve evidência suficiente para validar os números; em outros, surgiram opiniões com ressalvas, indicando possíveis distorções contábeis ou descumprimento de normas.
Alertas reiterados e fundos bilionários
O caso considerado mais sensível envolve o fundo Hans 95, que acumulou alertas em todos os exercícios analisados entre 2019 e 2021. No último relatório, a auditoria listou 13 inconsistências, incluindo cotas sem comprovação de aquisição e avaliações baseadas em laudos antigos ou não auditados. O fundo soma mais de R$ 34,9 bilhões em ativos, o que amplia a relevância dos questionamentos técnicos.
Outro exemplo citado é o Olaf 95, que, segundo relatório encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários, tinha 97% do patrimônio alocado em um fundo sem auditoria. Em exercícios anteriores, já havia registro de ausência de demonstrações auditadas em fundos investidos pelo veículo.
A Reag é alvo de investigações em outro inquérito e teve a liquidação decretada pelo Banco Central do Brasil. A empresa não se manifestou sobre os apontamentos. Auditores afirmaram, em nota, que limitações de acesso a informações foram registradas nos relatórios conforme as normas profissionais e os deveres de confidencialidade.
Personagens citados e desdobramentos
A apuração também menciona vínculos de investimentos com estruturas relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. Além disso, há referência a aplicações em negócios de familiares do ministro Dias Toffoli, informação que reforça o interesse público e a sensibilidade institucional do caso.
Procurada, a CVM informou que não comenta situações específicas. O conjunto de alertas, contudo, sustenta a tese de que as fragilidades não são episódicas, mas recorrentes e anteriores às medidas judiciais mais recentes — o que tende a influenciar a leitura regulatória e política sobre a governança do Banco Master e de seus veículos de investimento.
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