Bahia registra pior índice de alfabetização nacional e segue na contramão
Desempenho ruim afeta inclusive estados governistas
Por: Redação
29/07/2025 às 10:50

Foto: Alessandro Potter/PCR
O estado da Bahia apresentou o menor índice de alfabetização do país em 2024. Segundo o Indicador Criança Alfabetizada, apenas 36 % das crianças do 2º ano do ensino fundamental estavam alfabetizadas, abaixo da média nacional (59,2 %).
Além de figurar como o pior entre os 27 estados, a Bahia é uma das seis unidades da Federação que apresentaram queda no índice em 2024, em comparação com 2023. O recuo baiano foi de 36,8 % para 35,96 %.
Segundo o MEC, o estado faz parte do grupo prioritário de unidades com baixo desempenho, recebendo apoio técnico e acompanhamento para reverter a situação.
Panorama dos municípios baianos: 84 % com menos da metade das crianças alfabetizadas
Dados mais detalhados revelam que 84 % dos municípios baianos (352 de 398) possuem menos de 50 % das crianças alfabetizadas no 2º ano.
Em cidades como Macururé, Arataca e Pedrão, os resultados são ainda mais alarmantes: índices variam entre 12% e 16% de crianças alfabetizadas.
Esses dados mostram uma diferença significativa entre municípios, indicando desafios regionais diversos dentro do próprio estado.
Salvador também registra queda em relação à meta municipal
A capital baiana teve índice de 36,7% em 2024, abaixo das metas locais e inferior à média da Bahia. Em 2023, Salvador já estava abaixo do esperado, com 39,2%.
Em nota, a prefeitura afirmou ter investido R$ 2,8 bilhões em 2024 na rede municipal, com destaque para a construção de escolas, formação continuada de professores e programas de apoio pedagógico. Também criticou a metodologia unificada do MEC, alegando diferentes organismos contratados para aplicação das avaliações e possíveis inconsistências comparativas entre estados.
Contexto nacional e metas futuras
No Brasil como um todo, o índice avançou de 56 % em 2023 para 59,2 % em 2024, mas não alcançou a meta nacional de 60 %.
A queda no Rio Grande do Sul — de 63,4 % para 44,7% — afetou o resultado nacional, segundo o ministro da Educação.
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