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Banco Master repassou R$ 39 milhões a fundos de previdência sob investigação da PF

Banco Master repassou R$ 39 milhões a fundos de previdência sob investigação da PF

Transferências a Amprev e Rioprevidência ampliam suspeitas sobre gestão de recursos públicos e reforçam crise no sistema

Por: Redação

10/04/2026 às 07:45

Imagem de Banco Master repassou R$ 39 milhões a fundos de previdência sob investigação da PF

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Declarações fiscais do Banco Master revelam que a instituição repassou cerca de R$ 39 milhões, em 2025, a fundos de previdência atualmente investigados pela Polícia Federal. Os dados foram enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado no Senado e aumentam a pressão sobre a gestão de recursos públicos ligados ao sistema previdenciário.

Entre os principais repasses, a Amapá Previdência (Amprev) recebeu R$ 33,8 milhões, enquanto o Rioprevidência ficou com R$ 6 milhões no mesmo período. Ambas as entidades são alvo de investigações por operações realizadas com o banco em um momento em que já havia sinais de instabilidade financeira.

No caso da Amprev, a Polícia Federal apura possíveis irregularidades em aportes que chegaram a R$ 430 milhões em títulos do Banco Master. Há indícios de que as aplicações tenham sido feitas sem respaldo técnico adequado e em desacordo com a política de investimentos do fundo.

Documentos internos indicam que alertas foram ignorados pela direção da entidade. Conselheiros chegaram a apontar riscos reputacionais, investigações em curso e concentração excessiva de recursos no mesmo banco. Ainda assim, as recomendações foram desconsideradas, e os investimentos seguiram adiante.

O episódio resultou na saída do então presidente do fundo, Jocildo Lemos, após operação da PF. A condução do caso levanta questionamentos sobre governança e critérios técnicos na administração de recursos previdenciários.

Já o Rioprevidência é investigado por um volume ainda maior de operações: cerca de R$ 2,6 bilhões teriam sido aplicados em ativos considerados de alto risco do Banco Master entre 2023 e 2025, também sem aval técnico consistente. Parte desses recursos permanece retida após a liquidação da instituição financeira.

As investigações apontam possíveis falhas graves de gestão e levantam dúvidas sobre a proteção do dinheiro de servidores públicos, especialmente diante da ausência de garantias como o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em algumas das aplicações.

O banqueiro Daniel Vorcaro segue no centro das investigações e busca acordo de delação premiada.

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