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Barroso reage a Trump e tenta defender STF após tarifa dos EUA: “Não há caça às bruxas”
Barroso reage a Trump e tenta defender STF após tarifa dos EUA: “Não há caça às bruxas”
Por: Redação
14/07/2025 às 22:07

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Em carta divulgada neste domingo (13), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Roberto Barroso, tentou rebater os argumentos do presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano), que justificou a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros com base na perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Barroso classificou a decisão de Trump como baseada em uma “compreensão imprecisa” da realidade brasileira e afirmou que o STF tem atuado com “independência” para evitar um suposto colapso das instituições, uma narrativa que contraria a percepção crescente de que a Suprema Corte brasileira tem ultrapassado os limites constitucionais ao perseguir adversários políticos do atual governo.
Na carta, Barroso tenta apresentar o STF como um pilar neutro da democracia brasileira, ao mesmo tempo em que cita uma longa lista de episódios para justificar o cerco judicial a Bolsonaro e seus aliados. Entre os eventos, o ministro faz referência a atentados não esclarecidos, acusações de fraude eleitoral “falsas” e até planos de assassinato envolvendo o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes.
Em sua defesa, Barroso diz que o julgamento contra Bolsonaro seguirá os ritos do Estado de Direito: “Se houver provas, os culpados serão responsabilizados. Se não houver, serão absolvidos.”
A reação de Barroso vem na esteira da dura medida tomada por Donald Trump, que impôs tarifas bilionárias ao Brasil após classificar o tratamento dado a Bolsonaro como “caça às bruxas”. O republicano acusou o STF de atuar com viés político e alertou para a perda de legitimidade do sistema judicial brasileiro no cenário internacional.
Barroso, por sua vez, negou qualquer tipo de perseguição e afirmou que “no Brasil de hoje, não se persegue ninguém”. A frase soou irônica diante de uma realidade que inclui a cassação de mandatos, censura de parlamentares, jornalistas e cidadãos comuns, além de prisões preventivas sem julgamento definitivo.
A carta pública do presidente do STF confirma o que muitos críticos já apontam: o Supremo se tornou um ator político ativo, que não apenas interpreta as leis, mas interfere diretamente nos rumos da democracia e da soberania nacional.
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