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Bolsonaro apresenta apatia e sinais neurológicos após queda em cela

Bolsonaro apresenta apatia e sinais neurológicos após queda em cela

Cardiologista aponta lentidão nas respostas e suspeita de traumatismo craniano, mas STF nega ida imediata ao hospital e cobra esclarecimentos da defesa

Por: Redação

07/01/2026 às 07:44

Imagem de Bolsonaro apresenta apatia e sinais neurológicos após queda em cela

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi reavaliado na noite desta terça-feira (6) por seu médico assistente, o cardiologista Brasil Caiado, que constatou apatia e lentidão nas respostas cognitivas em decorrência da queda sofrida durante a madrugada, dentro da cela da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde o ex-chefe do Executivo cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.

Segundo Caiado, Bolsonaro apresenta sintomas que exigem investigação mais aprofundada, mas a equipe médica ainda aguarda autorização para transferi-lo a um hospital, onde seriam realizados exames complementares. A queda teria ocorrido por volta das 5h, embora o incidente só tenha sido identificado oficialmente pela equipe da PF por volta das 8h.

O médico de plantão que atendeu Bolsonaro nas primeiras horas da manhã apontou suspeita de traumatismo craniano, além de lesão em um dos dedos e indícios de possível crise convulsiva. Caiado chegou à superintendência por volta das 10h30 e observou sintomas como contusão, vermelhidão, tontura e leve queda da pálpebra esquerda, quadro que, segundo ele, demanda exames de imagem e avaliação neurológica detalhada.

Como medida preventiva, Bolsonaro permanece em jejum desde as 7h. A equipe médica solicitou a realização de ressonância magnética, tomografia do crânio e eletroencefalograma, com o objetivo de identificar a origem dos sintomas e definir o tratamento adequado. “Quando temos sinais inespecíficos, diversas doenças podem estar associadas ao mesmo quadro”, explicou Caiado a jornalistas.

O cardiologista relatou apreensão diante da demora na autorização para os exames, afirmando que o caso não foi inicialmente tratado como urgente. “Estamos limitados. Assim que houver liberação, a qualquer momento, ele será levado imediatamente ao hospital”, declarou. Segundo o médico, a unidade hospitalar já foi notificada e está preparada para receber o ex-presidente.

Ao longo do dia, familiares acompanharam a situação de perto. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, estiveram na sede da Polícia Federal prestando apoio.

De acordo com informações da PF, Bolsonaro encontra-se em pós-operatório de quatro procedimentos cirúrgicos e faz uso de medicamentos que atuam no sistema nervoso central. O relatório médico também menciona o uso de CPAP — tratamento de Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas — durante o sono, além de anticoagulantes e outras comorbidades.

Em nota, a Polícia Federal afirmou que o atendimento foi solicitado pelo próprio ex-presidente após relatar a queda, tendo sido constatados apenas ferimentos leves, sem indicação imediata de remoção hospitalar.

Mais cedo, a defesa de Bolsonaro solicitou autorização urgente para transferência ao hospital DF Star, alegando risco de agravamento irreversível do quadro clínico. O pedido, porém, foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou o envio dos laudos médicos da PF e solicitou esclarecimentos sobre quais exames não poderiam ser realizados no sistema carcerário.

O relatório encaminhado ao STF aponta lesões superficiais cortantes no rosto, próximas às bochechas, e no pé esquerdo, com presença de sangue. O documento segue em análise pelo ministro, que avalia se haverá ou não autorização para a transferência hospitalar do ex-presidente.

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