Bolsonaro: “Não desisti de 2026, estou inelegível por perseguição”
Ex-presidente critica manipulação da mídia, cita apoio de Trump e denuncia plano para excluir sua família da disputa eleitoral
Por: Redação
14/07/2025 às 22:01

Foto: Evaristo Sá
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nesta segunda-feira (14) para desmentir informações divulgadas pela rádio Jovem Pan de que ele teria desistido de disputar as eleições de 2026. Segundo o ex-chefe do Executivo, trata-se de mais uma tentativa de criar confusão no eleitorado conservador e enfraquecer seu campo político.
“Não procede a informação da Jovem Pan de que eu estou fora [do pleito], Eduardo está fora e querem colocar a Michelle para fora também. Não existe isso. O que eu falei com a Jovem Pan é que, no momento, estou inelegível”, declarou Bolsonaro em vídeo nas redes sociais.
A reportagem da Jovem Pan havia divulgado que o ex-presidente teria dito, em conversa com o jornalista Bruno Pinheiro, que ele, seu filho Eduardo e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro estariam fora da disputa de 2026. Bolsonaro reagiu com firmeza e classificou o conteúdo como distorcido.
A fala do ex-presidente ocorreu no contexto da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida, anunciada pelo presidente Donald Trump, foi vista como reação direta à perseguição jurídica sofrida por Bolsonaro no Brasil. O republicano citou, entre os motivos para a taxação, o processo conduzido pelo STF contra o ex-presidente por suposta tentativa de golpe de Estado.
“O que o Trump quer? Que todos participem da eleição. A Justiça tira da cédula eleitoral aquelas pessoas que não interessam para o sistema”, afirmou Bolsonaro. “Eu estou fora, o Eduardo praticamente está fora, só falta tirarem a Michelle. Tudo que não interessa a eles, querem tirar.”
Bolsonaro voltou a denunciar a perseguição política da qual é alvo e disse que sua inelegibilidade é fruto de um sistema judicial comprometido. “Vivemos tempos em que apenas um lado tem direito à palavra, à participação política e à liberdade”, afirmou em entrevistas recentes.
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