Bolsonaro teve 144 atendimentos médicos antes de ter domiciliar negada
Ministro do STF nega novo pedido de prisão domiciliar e afirma que unidade tem estrutura adequada
Por: Redação
03/03/2026 às 09:00

Foto: Marcos Corrêa/PR
Prestes a completar dois meses na Papudinha, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já recebeu 144 atendimentos médicos desde que passou a cumprir pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe.
Os dados constam em decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que negou novo pedido da defesa para concessão de prisão domiciliar humanitária.
Além dos atendimentos médicos, o ex-presidente realizou 13 sessões de fisioterapia e recebeu, até 22 de fevereiro, 36 visitas — a maioria de aliados políticos. O relatório também registra assistência religiosa em quatro ocasiões e atendimentos por advogados em 29 dias.
Tratamento autorizado
Bolsonaro foi autorizado a realizar, três vezes por semana (segundas, quartas e sextas-feiras), tratamento de estimulação elétrica craniana (CES), conduzido pelo psicólogo Ricardo Caiado. O procedimento tem como objetivo melhorar o sono e auxiliar no controle da ansiedade, depressão e crises de soluço.
“Boa condição de saúde”, diz Moraes
Ao negar o segundo pedido de prisão domiciliar, Moraes afirmou que o local de custódia possui plenas condições de receber o ex-presidente.
“Da relação de visitas informadas pela instituição custodiante, podemos verificar que o apenado tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental”, escreveu o ministro.
O magistrado também destacou que perícia da Polícia Federal concluiu que as comorbidades apresentadas não justificam a transferência para prisão domiciliar.
Segundo Moraes, a unidade prisional atende às necessidades do condenado, com serviços médicos contínuos, sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa e garantia de visitas, em observância ao princípio da dignidade da pessoa humana.
Cumprimento de pena
Bolsonaro está preso após o esgotamento dos recursos no processo relacionado à tentativa de golpe. Desde julho do ano passado, ele já estava submetido a medidas cautelares no inquérito que apura suposta interferência em investigações vinculadas ao caso.
Inicialmente custodiado na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente foi transferido para a Papudinha em 15 de janeiro por determinação de Moraes. Ele permanece em uma sala de Estado-Maior na unidade administrada pela Polícia Militar do Distrito Federal.
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