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BRB investiu R$ 1,5 bilhão em ativos ligados a suspeitas de lavagem de dinheiro, indicam documentos

BRB investiu R$ 1,5 bilhão em ativos ligados a suspeitas de lavagem de dinheiro, indicam documentos

Banco público realizou operações mesmo após alertas internos sobre riscos e investigações da Polícia Federal

Por: Redação

07/04/2026 às 10:05

Imagem de BRB investiu R$ 1,5 bilhão em ativos ligados a suspeitas de lavagem de dinheiro, indicam documentos

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Banco de Brasília (BRB) destinou cerca de R$ 1,5 bilhão à compra de ativos financeiros associados a estruturas investigadas por suspeitas de lavagem de dinheiro, segundo documentos revelados em reportagens recentes.

As operações envolveram fundos ligados ao Banco Master e à gestora Reag, que já eram alvo de apurações da Polícia Federal no âmbito da Operação Carbono Oculto, que investiga o uso de fundos para movimentação de recursos ilícitos.

De acordo com os documentos, as aquisições foram aprovadas de forma acelerada pela cúpula do banco em 2025, antes mesmo da conclusão de pareceres técnicos completos. Posteriormente, análises internas apontaram semelhanças entre os ativos adquiridos e estruturas sob investigação.

Entre as operações, o BRB comprou integralmente um fundo por cerca de R$ 350 milhões, tornando-se sócio indireto de empreendimentos privados sem planejamento prévio detalhado. Técnicos do banco alertaram para baixa rentabilidade e riscos concentrados, indicando que o modelo beneficiaria terceiros em caso de valorização.

Outros investimentos levantaram suspeitas por possíveis distorções de valor. Um ativo imobiliário teve sua avaliação elevada de R$ 400 mil para R$ 1,7 bilhão em curto período, antes de o banco adquirir participação milionária. Em outro caso, terrenos foram precificados acima do valor de mercado, com características que reduziriam seu potencial real.

Também há registros de aportes em empresas com estrutura considerada frágil ou sem atividade operacional consistente, além da compra de ações que sofreram desvalorização logo após as transações.

Relatórios de diferentes áreas técnicas do BRB apontaram riscos relevantes, incluindo possibilidade de lavagem de dinheiro, falta de transparência na origem dos recursos e dificuldades para identificar os beneficiários finais das operações. Mesmo assim, segundo os documentos, as decisões foram mantidas pela diretoria.

Atualmente, os ativos adquiridos apresentam valor significativamente inferior ao montante investido, ampliando preocupações sobre prejuízos ao banco público e eventuais responsabilidades administrativas.

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