Cármen Lúcia afirma que apenas brasileiros podem decidir o futuro do país
Ministra do STF defendeu a soberania nacional, criticou interferências externas e voltou a afirmar que as urnas eletrônicas são seguras e auditáveis
Por: Redação
28/07/2026 às 07:13

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia afirmou que apenas os brasileiros devem decidir os rumos do país e que nenhuma nação pode interferir nas escolhas feitas pelo eleitorado. A declaração foi dada durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em Niterói (RJ).
Ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até maio deste ano, Cármen destacou que cabe exclusivamente aos cidadãos brasileiros definir o futuro político do país.
"Somos nós que temos que falar o que é para nós, o Brasil que nós queremos", declarou a ministra.
As declarações ocorreram em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. Nos últimos dias, o governo norte-americano anunciou novas tarifas sobre produtos brasileiros, enquanto o governo brasileiro negou vistos a dois observadores eleitorais dos EUA que pretendiam acompanhar o processo eleitoral no país.
Sem mencionar diretamente o presidente norte-americano Donald Trump, Cármen Lúcia afirmou que a democracia brasileira deve ser protegida contra tentativas de interferência externa.
Segundo a ministra, é necessário preservar espaços institucionais para impedir que agentes externos busquem enfraquecer o regime democrático brasileiro.
Durante o discurso, Cármen também voltou a defender o sistema eletrônico de votação. Ela afirmou que as urnas eletrônicas utilizadas no Brasil são "seguras, transparentes e auditáveis" e ressaltou que é por meio delas que os eleitores escolhem seus representantes.
O tema voltou ao debate após declarações do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que questionou a origem das urnas eletrônicas utilizadas no Brasil e citou informações relacionadas à empresa Smartmatic e às eleições venezuelanas.
Ao encerrar sua participação no evento, a ministra reafirmou que a democracia depende da participação popular e reiterou que somente os brasileiros têm legitimidade para definir os destinos políticos do país.
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