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Flávio Bolsonaro deve prestar depoimento à PF em inquérito sobre publicação contra Lula

Flávio Bolsonaro deve prestar depoimento à PF em inquérito sobre publicação contra Lula

Oitiva foi determinada por Alexandre de Moraes após impasse entre defesa e Polícia Federal para agendar o depoimento do senador

Por: Redação

28/07/2026 às 07:26

Imagem de Flávio Bolsonaro deve prestar depoimento à PF em inquérito sobre publicação contra Lula

Foto: Raul Spinassé/Flávio Bolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deverá prestar depoimento à Polícia Federal nesta terça-feira (28), às 14h, no inquérito que apura uma suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A data foi definida após não haver acordo entre a defesa do parlamentar e a PF sobre o agendamento da oitiva.

A convocação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois que a Polícia Federal informou à Corte que enfrentava dificuldades para marcar o depoimento diretamente com os advogados do senador.

A investigação teve início em abril, após solicitação do Ministério da Justiça, em razão de uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X. Na postagem, o senador escreveu:

"Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas."

Segundo relatório da Polícia Federal citado na investigação, a mensagem buscaria associar o presidente da República aos crimes mencionados na publicação. Conforme o documento, a interpretação dos investigadores é que Flávio indicava que uma eventual delação do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro envolveria Lula nas acusações listadas na sequência do texto.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recomendou que o senador fosse ouvido antes da análise sobre eventual oferecimento de denúncia. Alexandre de Moraes acolheu o pedido e determinou a realização da diligência. Inicialmente, o ministro concedeu prazo de dez dias para o cumprimento da medida, mas a Polícia Federal informou que não conseguiu viabilizar o depoimento dentro desse período, apesar de ter sugerido, inclusive, a realização por videoconferência.

A defesa de Flávio Bolsonaro sustentou que não houve recusa em prestar esclarecimentos, atribuindo o adiamento a conflitos de agenda relacionados aos compromissos do parlamentar durante a pré-campanha presidencial. Moraes, no entanto, considerou que não foram apresentados documentos capazes de comprovar a impossibilidade de realização da oitiva no prazo inicialmente fixado e decidiu estabelecer pessoalmente uma nova data para o depoimento.

 
 

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