Início
/
Notícias
/
Brasil
/
Caso Banco Master: PF ouve oito investigados em inquérito sobre fraudes a partir desta segunda-feira
Caso Banco Master: PF ouve oito investigados em inquérito sobre fraudes a partir desta segunda-feira
Depoimentos foram concentrados em dois dias por ordem de Dias Toffoli e incluem sócios do banco, dirigentes do BRB e empresários investigados
Por: Redação
26/01/2026 às 08:15

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A Polícia Federal começou a ouvir, nesta segunda-feira (26.jan.2026), oito investigados no inquérito que apura fraudes envolvendo o Banco Master. As oitivas seguem também nesta terça-feira (27) e foram autorizadas pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
A maior parte dos depoimentos ocorre por videoconferência, com apenas quatro oitivas presenciais previstas ao longo dos dois dias. Entre os convocados estão sócios do Banco Master, funcionários do Banco de Brasília (BRB) e executivos de empresas apontadas como participantes do esquema investigado.
Segundo a PF, nesta segunda-feira todos os investigados prestam depoimento de forma remota. Já na terça-feira, três depoimentos serão presenciais e um ocorrerá novamente por videoconferência. O inquérito deverá ser concluído em até 60 dias, embora não esteja descartado um pedido de prorrogação para a elaboração do relatório final e eventual indiciamento dos envolvidos.
Lista de investigados ouvidos
Entre os nomes que prestam depoimento à PF estão:
Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor financeiro do BRB;
Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de operações financeiras do BRB;
Luiz Antonio Bull, diretor de riscos, compliance, recursos humanos e tecnologia do Banco Master;
Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo do Banco Master;
Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco;
Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master;
Henrique Souza e Silva Peretto, empresário;
André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de empresa investigada por participação no esquema.
A condução do caso tem sido marcada por tensões entre o STF e a Polícia Federal. Toffoli rejeitou um pedido da PF para que os depoimentos fossem colhidos ao longo de seis dias e determinou que todas as oitivas fossem realizadas em apenas dois.
Em etapas anteriores da investigação, o ministro ordenou o lacre das provas recolhidas pela PF, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) conduzisse perícias e, após críticas, escolheu pessoalmente peritos da própria PF para atuar sob responsabilidade da Procuradoria.
Diante das controvérsias — que incluem questionamentos sobre a competência do STF e alegações de falta de imparcialidade do relator —, Toffoli chegou a cogitar o envio do processo à primeira instância da Justiça. O caso chegou ao Supremo em razão do suposto envolvimento de um deputado federal, o que atraiu a prerrogativa de foro.
O inquérito sobre o Banco Master integra um conjunto mais amplo de investigações que já resultaram na liquidação de instituições financeiras e no aprofundamento do escrutínio sobre a atuação de fundos de previdência e bancos públicos em operações com o grupo investigado.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil
Assine nossa news letter
Receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.




