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Celso Amorim critica decisão dos EUA sobre PCC e CV e alerta para risco de intervenção

Celso Amorim critica decisão dos EUA sobre PCC e CV e alerta para risco de intervenção

Assessor internacional de Lula defende cooperação contra o crime organizado, mas questiona classificação das facções como organizações terroristas

Por: Redação

29/05/2026 às 07:43

Imagem de Celso Amorim critica decisão dos EUA sobre PCC e CV e alerta para risco de intervenção

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas e afirmou que a medida pode abrir espaço para ampliação da atuação norte-americana em temas de segurança relacionados ao Brasil.

A manifestação ocorreu poucas horas após o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciar que as duas facções passarão a integrar oficialmente a lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), medida com vigência prevista para começar em 5 de junho. Segundo Amorim, a classificação pode servir de “pretexto para intervenção”, embora tenha reconhecido a necessidade de cooperação internacional no combate ao crime organizado.

Em declaração enviada ao portal Metrópoles, o assessor afirmou que ações coordenadas entre países são importantes especialmente em áreas como lavagem de dinheiro e tráfico de armas. “Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda”, declarou. Ao mesmo tempo, argumentou que equiparar organizações criminosas ao terrorismo “não ajuda” no enfrentamento da criminalidade organizada.

Durante participação no Fórum Internacional de Segurança da Rússia, Amorim também defendeu a necessidade de compreender as motivações e estruturas das organizações criminosas como parte da formulação de estratégias de combate mais eficazes.

Nos bastidores do governo brasileiro, diplomatas e integrantes do Executivo avaliam que a classificação promovida por Washington pode ampliar instrumentos jurídicos utilizados pelos Estados Unidos em ações internacionais ligadas à segurança, o que gera preocupação sobre possíveis impactos em temas de soberania e cooperação bilateral.

A decisão norte-americana coloca PCC e CV na mesma lista de organizações classificadas pelos EUA como terroristas estrangeiras, categoria utilizada para ampliar mecanismos de sanções, monitoramento financeiro e cooperação internacional contra grupos considerados ameaças à segurança nacional.

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