CGU convoca para depor informante da PF que falou sobre Lulinha
Órgão apura possível influência sobre servidores públicos e investiga relatos envolvendo empresa associada ao “Careca do INSS” e suspeitas citadas em apuração sobre Lulinha
Por: Redação
26/05/2026 às 17:54

Foto: Reprodução
A Controladoria-Geral da União (CGU) convocou para prestar esclarecimentos o informante da Polícia Federal (PF) que afirmou, em depoimentos investigativos, que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, teria recebido pagamentos do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”. A identidade do informante permanece sob sigilo.
O depoimento integra uma investigação administrativa da CGU voltada à atuação da empresa World Cannabis e à possível influência sobre servidores públicos ligados a órgãos da área da saúde. Segundo a apuração, o foco inclui eventuais relações com funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde e da Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego).
De acordo com informações reunidas pelas investigações, Antonio Carlos Camilo Antunes teria buscado interlocução com órgãos públicos da área da saúde para viabilizar interesses comerciais relacionados ao mercado de canabidiol. A World Cannabis, empresa citada no procedimento, atuava no segmento de cannabis medicinal e era ligada ao empresário.
Segundo fontes ouvidas pela CNN e citadas na apuração, o procedimento da CGU teria sido aberto após determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator de investigações relacionadas a suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em decisão anterior, Mendonça determinou o envio de ofício à CGU para apurar possíveis irregularidades envolvendo revisões regulatórias e processos administrativos de interesse da empresa.
A investigação também analisa movimentações financeiras identificadas pela PF. Conforme os investigadores, foram detectados pagamentos mensais de R$ 300 mil a uma empresa vinculada à empresária Roberta Luchsinger, apontada como próxima de Lulinha e contratada para representar interesses da World Cannabis junto ao governo. Em mensagens examinadas pela polícia, o repasse teria sido descrito como destinado ao “filho do rapaz”, sem identificação nominal. Os investigadores trabalham com a hipótese de que a referência seria a Lulinha.
As defesas de Fábio Luís Lula da Silva, Roberta Luchsinger e Antonio Carlos Camilo Antunes negam qualquer irregularidade. Até o momento, não há condenação ou decisão definitiva sobre os fatos apurados.
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