Início
/
Notícias
/
Brasil
/
Advogado ligado à Trump Media cobra AGU e questiona ausência de defesa formal de Moraes nos EUA
Advogado ligado à Trump Media cobra AGU e questiona ausência de defesa formal de Moraes nos EUA
Representante jurídico de empresas ligadas a Donald Trump afirma que autoridades brasileiras prometeram defender ministro do STF, mas ainda não se manifestaram no processo em tribunal norte-americano
Por: Redação
26/05/2026 às 15:17

Foto: Reprodução/CNN
O advogado Martin De Luca, representante da Trump Media e da plataforma Rumble, cobrou publicamente a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) em defesa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em ação judicial que tramita nos Estados Unidos.
Segundo De Luca, autoridades brasileiras afirmam desde fevereiro de 2025 que estavam preparadas para defender Moraes no processo movido por empresas ligadas ao universo político do presidente norte-americano Donald Trump, mas, até o momento, não teriam formalizado comparecimento perante a Justiça norte-americana. O advogado afirmou que, passados cerca de 460 dias, nenhuma manifestação oficial do Brasil foi apresentada ao tribunal.
As declarações foram publicadas por Martin De Luca na rede social X, antigo Twitter. Segundo ele, a própria AGU teria informado anteriormente à imprensa que coordenava a defesa do magistrado com consultores jurídicos nos Estados Unidos e preparava a documentação necessária para o caso.
O advogado também alegou que autoridades brasileiras teriam buscado impedir a citação formal de Moraes por meio da Convenção de Haia. De acordo com sua versão, após uma corte federal da Flórida autorizar o envio da notificação ao ministro por e-mail, integrantes do governo brasileiro passaram a tratar o episódio como questão diplomática.
Em uma das manifestações, De Luca argumentou que, caso o entendimento oficial brasileiro seja de que Alexandre de Moraes atuou dentro da legalidade e de acordo com normas brasileiras, norte-americanas e tratados internacionais, o caminho seria comparecer ao tribunal para sustentar essa posição. “Se a posição do Brasil é de que o ministro Moraes agiu dentro da lei, em conformidade com suas atribuições e com as leis norte-americanas e brasileiras, bem como com tratados internacionais, o caminho seria simplesmente comparecer ao tribunal norte-americano e afirmar isso”, afirmou o advogado.
A manifestação ocorre em meio ao debate jurídico e diplomático sobre a atuação de autoridades brasileiras em processos com repercussão internacional e sobre os limites institucionais da defesa de membros do Judiciário perante tribunais estrangeiros.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil




