Início
/
Notícias
/
Brasil
/
PF impõe sigilo sobre lista de visitantes de Daniel Vorcaro em presídios federais
PF impõe sigilo sobre lista de visitantes de Daniel Vorcaro em presídios federais
Corporação alega proteção de dados pessoais e mantém sob restrição registros de visitas ao ex-controlador do Banco Master
Por: Redação
26/05/2026 às 16:24

Foto: Divulgação/Banco Master
A Polícia Federal (PF) decidiu impor sigilo sobre a lista de visitantes do empresário Daniel Vorcaro durante o período em que ele esteve custodiado em unidades prisionais federais. Segundo a corporação, os registros contêm informações pessoais sensíveis de visitantes e detentos, razão pela qual não poderão ser divulgados publicamente.
Na justificativa apresentada, a PF afirma que os documentos incluem dados como nomes, CPF, datas e horários das visitas, além do grau de parentesco dos envolvidos. Para a corporação, a divulgação dessas informações esbarraria na proteção da intimidade, da vida privada e das garantias individuais previstas na legislação brasileira.
“O tratamento de informações pessoais deve observar, de forma estrita, a proteção à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem das pessoas, bem como às liberdades e garantias individuais”, afirmou a Polícia Federal ao justificar a restrição.
Além do período em prisão domiciliar, Vorcaro passou por diferentes unidades de custódia, incluindo o Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, a Penitenciária II de Potim, a Penitenciária Federal de Brasília e a carceragem da Superintendência da PF na capital federal.
Na última sexta-feira (22), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o retorno de Vorcaro para a Sala de Estado-Maior da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, atendendo a pedido da defesa. Os advogados alegaram condições inadequadas na cela em que o empresário estava desde 18 de maio, apontando ausência de estrutura mínima de higiene e problemas nas instalações sanitárias.
Preso desde março no âmbito da Operação Compliance Zero, Vorcaro também manifestou interesse em firmar um acordo de delação premiada. A PF, no entanto, rejeitou formalmente a proposta, sob o argumento de que as informações apresentadas continham poucos elementos inéditos e deixavam de abordar fatos já identificados nas investigações. Segundo os investigadores, também não teria ficado demonstrada a boa-fé considerada necessária para um acordo de colaboração.
Com a negativa da corporação, a defesa do empresário avalia buscar um acordo diretamente com a Procuradoria-Geral da República (PGR), iniciativa que ainda dependeria de autorização do STF.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil




