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CGU investiga ex-gestores do Banco Central por suspeita de ligação com Daniel Vorcaro

CGU investiga ex-gestores do Banco Central por suspeita de ligação com Daniel Vorcaro

Apuração pode resultar em expulsão do serviço público após suspeitas de pagamentos, troca de informações internas e favorecimento ao Banco Master

Por: Redação

20/05/2026 às 10:37

Imagem de CGU investiga ex-gestores do Banco Central por suspeita de ligação com Daniel Vorcaro

Foto: Iano Andrade/Portal Brasil

A Controladoria-Geral da União (CGU) abriu investigações administrativas contra dois ex-gestores do Banco Central do Brasil (BC) suspeitos de manter relações indevidas com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. As apurações envolvem o ex-diretor de Fiscalização Paulo Sérgio de Souza Neves e o ex-chefe de Supervisão Bancária Belline Santana e podem resultar na expulsão dos dois do serviço público, caso as suspeitas sejam confirmadas.

Segundo informações da investigação, a CGU aguarda autorização para acessar dados reunidos pela Polícia Federal sobre o caso, o que depende de decisão do ministro André Mendonça, relator do inquérito envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Os dois ex-servidores foram afastados do Banco Central em janeiro, após uma apuração preliminar interna da própria instituição.

De acordo com a Polícia Federal, Paulo Sérgio Neves e Belline Santana teriam atuado como “consultores informais” de Daniel Vorcaro e recebido benefícios considerados ilícitos para dificultar investigações envolvendo o Banco Master. O empresário está preso e negocia acordo de delação premiada.

Uma das suspeitas investigadas envolve a venda de uma fazenda de café pertencente a Paulo Sérgio Neves por R$ 3 milhões a um fundo de investimento supostamente ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Em decisão anterior, André Mendonça afirmou haver indícios de que o ex-diretor do Banco Central atuava como uma espécie de “empregado/consultor” do empresário em assuntos privados.

Mensagens analisadas na investigação também indicariam proximidade entre Belline Santana e Daniel Vorcaro. Segundo Mendonça, conversas extraídas de aplicativos apontariam relação semelhante à identificada com Paulo Sérgio, reforçando suspeitas de troca indevida de favores e influência sobre temas ligados à supervisão bancária.

Outro trecho citado pelo ministro menciona indícios de benefícios pessoais concedidos por Vorcaro ao ex-diretor do Banco Central, incluindo ajuda relacionada a uma viagem familiar aos parques da Disney e da Universal, em Orlando, nos Estados Unidos. Em mensagens registradas na investigação, o empresário teria comentado que precisaria “arrumar guia para essas pessoas”, após ser informado sobre a viagem.

A Polícia Federal também suspeita que Vorcaro recebia orientações estratégicas de integrantes do Banco Central sobre reuniões institucionais, elaboração de documentos e movimentações financeiras consideradas sensíveis. Segundo o entendimento apresentado por André Mendonça, há indícios de que informações internas da autoridade monetária teriam sido compartilhadas com o empresário, fortalecendo as suspeitas de irregularidades investigadas.

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