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Chiquini diz que Toffoli armou “cama de gato” para a PF e pode anular provas no caso Banco Master
Chiquini diz que Toffoli armou “cama de gato” para a PF e pode anular provas no caso Banco Master
Advogado afirma que prazo imposto pelo ministro inviabilizou a operação, expôs a investigação a nulidades e favoreceu blindagem do banqueiro Daniel Vorcaro
Por: Redação
14/01/2026 às 21:00

Foto: Reprodução/YouTube
O advogado Jeffrey Chiquini afirmou que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, criou uma verdadeira “cama de gato” para a Polícia Federal ao impor um prazo considerado inexequível para a deflagração das buscas e apreensões no caso Banco Master. A análise foi feita durante participação de Chiquini no programa Faroeste à Brasileira.
Segundo o advogado, a determinação judicial de 24 horas para executar 42 mandados de busca e apreensão tornou a operação praticamente impossível de ser realizada dentro dos parâmetros técnicos e logísticos usuais. Para ele, a decisão não apenas criou obstáculos à PF como abriu caminho para a anulação das provas colhidas.
“É a primeira vez na história do Direito brasileiro que se estabelece prazo para cumprimento de busca e apreensão dessa magnitude”, afirmou Chiquini. Na sua avaliação, ao não negar formalmente o pedido da PF, mas impor um prazo impraticável, o ministro teria condicionado a investigação ao fracasso.
Chiquini comparou a situação à Teoria dos Frutos da Árvore Envenenada, segundo a qual provas obtidas a partir de um vício processual podem ser consideradas ilícitas por derivação. Para o advogado, ao “forçar” o descumprimento do prazo, a decisão teria contaminado juridicamente tudo o que foi apreendido.
Essa leitura ajuda a explicar, segundo ele, a ordem posterior de Toffoli para que todo o material fosse lacrado e remetido ao STF, impedindo a análise imediata pela Polícia Federal. Na prática, a medida paralisa o avanço da investigação no momento mais sensível do inquérito.
No programa, Chiquini foi ainda mais contundente ao classificar o Banco Master como uma “lavandaria da corrupção pós-Lava Jato”, sustentando que decisões judiciais recentes estariam blindando interesses poderosos e enfraquecendo a persecução penal.
A investigação tem como principal alvo o ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro, preso preventivamente após tentar deixar o país. A PF apura fraudes financeiras, venda de carteiras sem lastro e manobras para inflar artificialmente o patrimônio da instituição.
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