Ciro Nogueira descarta impeachment de Moraes: “Pauta impossível”
Senador diz que não assinará pedido contra ministro do STF e afirma que Congresso não tem votos suficientes para aprovar afastamento
Por: Redação
06/08/2025 às 16:08

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro e presidente do Progressistas, afirmou nesta quarta-feira (6) que o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é uma pauta “impossível”. Em entrevista ao Contexto Metrópoles, o parlamentar declarou que não assinou — e não pretende assinar — qualquer pedido nesse sentido, por considerar que não há base política no Congresso para levar adiante a proposta.
“Não assinei e não vou assinar o pedido de impeachment do ministro Alexandre. Porque é uma pauta impossível. Nós não temos 54 senadores para aprovar. E aqui fala uma pessoa que, durante meus 32 anos de mandato, se tornou muito pragmática. Não perco tempo com pautas que não vão ter sucesso”, afirmou o senador.
Pressão da oposição
A oposição, que ocupa as mesas do plenário da Câmara e do Senado desde a prisão domiciliar de Bolsonaro, tem usado a instalação do processo de impeachment contra Moraes como moeda de troca para desobstruir os trabalhos legislativos. Parlamentares ligados ao ex-presidente alegam ter reunido até 41 assinaturas em apoio ao pedido, número suficiente para que ele seja ao menos analisado, caso o presidente do Senado o coloque em pauta.
No entanto, Ciro Nogueira rebateu a tese da “contagem de assinaturas” ao lembrar que a prerrogativa de pautar pedidos de impeachment de ministros do STF é exclusiva do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
“Você pode chegar com 80 assinaturas que ele não abre. É um poder do presidente do Senado. Então essa pauta, eu não vou perder tempo com ela”, disse Ciro.
O presidente do PP ainda comparou o cenário atual com o processo que resultou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016. Segundo ele, à época havia uma base consolidada e apoio político para sustentar o andamento do processo.
“Eu fui uma das pessoas responsáveis pelo impeachment da presidente Dilma, quando levei o Progressistas e os partidos de centro para vencer, quando nós tínhamos condição de vencer”, recordou.
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