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Coca-Cola reage após ser cobrada pelos EUA por patrocinar evento com Alexandre de Moraes

Coca-Cola reage após ser cobrada pelos EUA por patrocinar evento com Alexandre de Moraes

Executivo da multinacional recebeu ligação do Departamento de Estado por apoiar congresso que teve o ministro — sancionado pela Lei Magnitsky — como palestrante

Por: Redação

28/11/2025 às 09:34

Imagem de Coca-Cola reage após ser cobrada pelos EUA por patrocinar evento com Alexandre de Moraes

Foto: Divulgação

A Coca-Cola se pronunciou oficialmente após vir à tona que um integrante do Departamento de Estado dos Estados Unidos telefonou diretamente para um executivo da companhia para questionar o patrocínio da multinacional a um congresso que contou com a participação de Alexandre de Moraes como palestrante. O evento, promovido pela Conamp (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público), ocorreu neste mês de novembro e recebeu apoio financeiro da empresa.

A cobrança norte-americana ocorre porque Moraes foi incluído, em julho deste ano, na lista de sancionados pela Lei Magnitsky, medida aplicada pelo governo Donald Trump em resposta à atuação do ministro no Supremo Tribunal Federal. A sanção o enquadra como responsável por violação de direitos humanos, o que, para os EUA, impede qualquer tipo de cooperação, parceria institucional ou apoio financeiro envolvendo entidades ligadas ao país que possam, direta ou indiretamente, beneficiá-lo.

A Coca-Cola afirmou que já havia patrocinado o Congresso Nacional do Ministério Público em edições anteriores e que, ao confirmar o apoio deste ano, não tinha conhecimento de quem seriam os palestrantes do evento. A empresa reforçou que o patrocínio foi firmado antes da divulgação da lista de autoridades convidadas para participar do congresso e destacou que não teve qualquer ingerência sobre a programação.

A ligação do Departamento de Estado, revelada pela coluna, ampliou o constrangimento diplomático e colocou a multinacional em posição delicada, especialmente porque a legislação americana impõe obrigações rígidas a empresas sediadas nos Estados Unidos quando se trata de interações com pessoas ou instituições sancionadas. Apesar disso, a Coca-Cola não informou se pretende rever sua política de patrocínios ou adotar medidas adicionais após o episódio.

A presença de Moraes no evento e a repercussão internacional reforçam a dimensão política das decisões recentes do governo Trump e colocam pressão sobre empresas americanas com atuação no Brasil, que agora avaliam riscos reputacionais e legais ao se associarem a eventos com autoridades brasileiras sancionadas por Washington.

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