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Com Brasília esvaziada, Planalto mobiliza servidores e movimentos sociais para garantir público em ato do 8 de Janeiro

Com Brasília esvaziada, Planalto mobiliza servidores e movimentos sociais para garantir público em ato do 8 de Janeiro

Governo articula presença de funcionários da Esplanada e militância após ausências do Congresso

Por: Redação

08/01/2026 às 08:19

Imagem de Com Brasília esvaziada, Planalto mobiliza servidores e movimentos sociais para garantir público em ato do 8 de Janeiro

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

Com Brasília esvaziada pelo recesso, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a convocar informalmente servidores de diferentes ministérios da Esplanada para comparecer ao ato do 8 de Janeiro, marcado para esta quinta-feira (8), no Palácio do Planalto.

A mobilização ocorre diante da preocupação do governo em não conseguir público suficiente para o evento que marca três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes.

Segundo apuração, a orientação tem sido repassada de maneira informal por integrantes do governo, diante do cenário de baixa presença em Brasília neste início de ano. A estratégia busca reforçar o público do evento, que integra a agenda política do Planalto em torno da data.

Como já havia sido revelado anteriormente, ao menos três ministros interromperam o período de férias para participar da solenidade. Em outra frente, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também acionou movimentos sociais e entidades alinhadas ao governo para comparecerem ao ato.

A cerimônia ocorre sem a presença dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) decidiram não participar novamente do evento. A aliados, ambos avaliaram que o Planalto pretende dar ao ato um caráter de mobilização política com viés eleitoral.

O ato também acontece sob a expectativa de veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pelo Congresso no fim de 2025. Lula chegou a sinalizar a aliados que poderia interromper a programação do evento para formalizar o veto, o que acabou sendo mal recebido por integrantes do próprio governo.

Auxiliares recomendaram que a decisão seja tomada em outro momento, para evitar que o evento seja diretamente associado ao embate com o Legislativo. Apesar disso, a avaliação predominante no Planalto é de que o veto será integral.

A medida tende a ampliar o desgaste entre Executivo e Congresso. Lideranças do Legislativo já indicaram que pretendem articular a derrubada do veto assim que os parlamentares retornarem do recesso, em fevereiro.

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