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Condenado no Mensalão, João Paulo Cunha atende apelo de Lula e decide voltar à política em 2026
Condenado no Mensalão, João Paulo Cunha atende apelo de Lula e decide voltar à política em 2026
Ex-presidente da Câmara prepara campanha para deputado federal por São Paulo; retorno coincide com tentativa do PT de reabilitar velhas figuras do escândalo que marcou o primeiro governo Lula
Por: Redação
02/12/2025 às 18:01

Foto: Divulgação
O ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (PT) decidiu retomar a carreira política e será candidato a deputado federal por São Paulo nas eleições de 2026. Condenado e preso no caso do Mensalão, o petista atendeu a um apelo público de Luiz Inácio Lula da Silva, feito meses atrás, para que voltasse à linha de frente do partido.
A decisão foi tomada nos últimos dias. Cunha já avisou aliados e começou a montar uma equipe de comunicação para estruturar sua pré-campanha. Um dos primeiros informados foi o deputado estadual Emídio Souza (PT), que disse estar pronto para fazer “dobradinha” com o ex-deputado no próximo pleito.
João Paulo Cunha presidiu a Câmara entre 2003 e 2005, período marcado pelo escândalo que se tornaria símbolo da corrupção no primeiro governo Lula. Reeleito em 2006 e 2010, renunciou ao mandato em 2014 após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal. Embora tenha recuperado seus direitos políticos em 2022, não disputou as eleições daquele ano.
Em julho de 2025, durante um evento em Osasco, Lula fez um apelo direto para que o ex-parlamentar voltasse à política. Em tom descontraído, mas com mensagem clara, o presidente pediu que João Paulo “parasse de ganhar dinheiro como advogado em Brasília” e retornasse “para a porta de fábrica fazer comício”.
A articulação faz parte de um movimento maior dentro do PT, que tenta reposicionar antigos quadros condenados no Mensalão. José Dirceu, outro símbolo do escândalo, também planeja concorrer a deputado federal por São Paulo em 2026.
Para críticos, a volta de figuras historicamente envolvidas nos maiores casos de corrupção do país simboliza a tentativa do governo Lula de normalizar práticas e personagens que ajudaram a corroer a confiança na política brasileira. Já para setores do PT, trata-se de uma “reparação histórica”.
De qualquer forma, o retorno de João Paulo Cunha reacende debates sobre moralidade pública, memória do Mensalão e a disputa interna por espaço no partido às vésperas das eleições de 2026.
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