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Congresso dá série de “presentes” a Lula que fortalecem projeto de reeleição em 2026
Congresso dá série de “presentes” a Lula que fortalecem projeto de reeleição em 2026
Medidas ampliam gastos sociais, aumentam arrecadação e garantem ao Planalto vitrine eleitoral bilionária
Por: Redação
18/09/2025 às 08:11

Foto: Ricardo Stuckert
O Congresso Nacional vem aprovando uma série de medidas que, na prática, ajudam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sua tentativa de reeleição em 2026. As iniciativas aumentam gastos sociais, ampliam a arrecadação e liberam espaço no Orçamento para novas despesas — mesmo com a retórica de parte do Centrão de oposição ao Planalto.
Entre as propostas, está a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, que deve beneficiar 10 milhões de contribuintes. O impacto estimado é de R$ 31,3 bilhões, compensado por maior taxação sobre os chamados “super-ricos”. A medida, que tem apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve ser votada ainda em setembro.
Outro destaque é a reformulação do Bolsa Família, consolidada em 2023, com valor mínimo de R$ 600 e adicionais de R$ 50 a R$ 150 para famílias com filhos pequenos e gestantes. O benefício médio chegou a R$ 682,22 em setembro de 2025.
Na área da educação, o governo lançou em 2024 o Pé-de-Meia, programa de poupança estudantil para jovens do ensino médio. O valor pode chegar a R$ 9.200 por aluno, pagos de forma escalonada até a conclusão da etapa. Em fevereiro de 2025, 4 milhões de estudantes recebiam o auxílio.
Além dos programas sociais, o Congresso aprovou medidas de impacto fiscal. A PEC dos Precatórios, promulgada em setembro, liberou R$ 12 bilhões para o governo gastar em 2026. Já a proposta que retira recursos do Fundo Social do Pré-Sal do teto de gastos permitirá R$ 1,5 bilhão extra por ano em saúde e educação.
Somados, os valores das ações já aprovadas e das que estão em tramitação chegam a R$ 251,9 bilhões que poderão ser usados pelo Planalto em um ano eleitoral.
A equipe econômica também conseguiu vitórias em pautas arrecadatórias: novo arcabouço fiscal, reforma tributária, taxação de offshores e fundos exclusivos, retomada do voto de qualidade no Carf, tributação das apostas esportivas e o fim da isenção de importações de até US$ 50 — a chamada “taxa das blusinhas”.
Em paralelo, o STF garantiu ao governo o aumento do IOF, medida que rendeu R$ 8 bilhões apenas em junho, após o Congresso ter tentado derrubar o decreto de Lula.
Aliados de Lula avaliam que o conjunto dessas medidas aumenta a sensação de bem-estar social e deve fortalecer o presidente na disputa eleitoral de 2026. Já parte da oposição teme que a complacência do Centrão com a pauta governista torne a disputa ainda mais difícil para a direita.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem dito a aliados que Lula chega ao pleito como favorito, o que deve pesar em sua decisão de concorrer ao Planalto ou permanecer no comando do Estado.
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