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Corregedoria cobra explicações após juíza nomear Tagliaferro como perito

Corregedoria cobra explicações após juíza nomear Tagliaferro como perito

Mauro Campbell determinou esclarecimentos sobre indicação de ex-assessor de Moraes

Por: Redação

12/06/2026 às 09:48

Imagem de Corregedoria cobra explicações após juíza nomear Tagliaferro como perito

Foto: Reprodução

O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, determinou que a Justiça do Paraná preste esclarecimentos sobre a nomeação de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, para atuar como perito em uma ação judicial contra o Itaú.

A medida foi tomada após a revelação de que Tagliaferro havia sido designado pela juíza Karina de Azevedo Malaguido para realizar perícia em um processo que discute a autenticidade de uma contratação bancária digital.

 

Corregedoria pede informações em cinco dias

Campbell intimou tanto a magistrada responsável pela nomeação quanto a Corregedoria do Tribunal de Justiça do Paraná para apresentarem esclarecimentos no prazo de cinco dias.

O caso chamou atenção porque Tagliaferro responde a uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) e é considerado foragido da Justiça, com mandado de prisão em aberto.

Segundo a decisão do corregedor, as informações serão analisadas para avaliar as circunstâncias que levaram à escolha do ex-assessor para a função de perito judicial.

 

Nomeação foi revogada

Após a repercussão do caso, a juíza revogou a nomeação de Tagliaferro na tarde de quinta-feira (12).

Ele havia sido escolhido para auxiliar a Justiça na análise técnica sobre a autenticidade de uma contratação eletrônica contestada por um cliente do Itaú.

Caso permanecesse no processo, poderia receber honorários periciais em razão de sua especialização na área de computação forense.

 

Réu no STF

Eduardo Tagliaferro atuou como assessor de Alexandre de Moraes durante a passagem do ministro pela presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Atualmente, ele responde a uma ação penal apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

As acusações envolvem suposto vazamento de informações sigilosas, tentativa de interferência em investigações e atuação contra instituições democráticas.

 

Crimes apontados pela PGR

Segundo a denúncia, Tagliaferro é acusado de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação relacionada a organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

A acusação cita dispositivos do Código Penal e da Lei das Organizações Criminosas.

A defesa de Tagliaferro não foi localizada para comentar os fatos até a publicação da reportagem original.

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