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Correios suspendem licitação de R$ 380 milhões para publicidade em meio a crise financeira
Correios suspendem licitação de R$ 380 milhões para publicidade em meio a crise financeira
Estatal acumula prejuízos bilionários e tenta economizar R$ 1,5 bilhão em 2025; três agências finalistas têm histórico ligado ao PT
Por: Redação
25/07/2025 às 12:13

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A direção dos Correios suspendeu uma licitação que previa a contratação de quatro agências de publicidade com custo anual estimado em R$ 380 milhões. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da estatal em reunião realizada no final de junho, atendendo a pedido do presidente da empresa, Fabiano Silva.
A suspensão do certame ocorre em meio à pior crise financeira da estatal desde 2017. Apenas no primeiro trimestre de 2025, os Correios registraram prejuízo de R$ 1,7 bilhão. Em 2024, o déficit acumulado chegou a R$ 2,6 bilhões. Para conter a sangria nas contas, a empresa se comprometeu com a equipe econômica do governo federal a economizar R$ 1,5 bilhão ainda neste ano.
Uma das principais medidas adotadas para atingir esse objetivo é a implementação de um Plano de Desligamento Voluntário (PDV), com previsão de economia de até R$ 1 bilhão por ano. A estatal também busca um financiamento de R$ 3,8 bilhões junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco do Brics e presidido atualmente por Dilma Rousseff, ex-presidente do Brasil.
O edital de publicidade gerava controvérsia por dois motivos centrais: o contexto de forte crise fiscal enfrentado pela empresa e o fato de três das agências finalistas estarem envolvidas em investigações ligadas ao Partido dos Trabalhadores (PT), legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apesar disso, nesta semana, a área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que não houve irregularidades no processo licitatório.
Em 4 de julho, Fabiano Silva apresentou pedido de demissão ao presidente Lula, poucos dias após a reunião que resultou na suspensão da licitação. O mandato atual de Silva à frente da estatal termina no dia 6 de agosto. Caso não seja indicado um novo presidente até essa data, o atual mandatário precisará ser reconduzido ao cargo pelo colegiado da empresa.
Em nota anterior, os Correios haviam defendido a continuidade do processo licitatório, argumentando que a contratação era “fundamental” para a execução de ações de comunicação com respaldo legal. No entanto, a estatal também se mostrou aberta a acatar eventuais orientações dos órgãos de controle.
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