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Dallagnol e Chiquini vão a Brasília para protocolar pedido de impeachment de Moraes

Dallagnol e Chiquini vão a Brasília para protocolar pedido de impeachment de Moraes

Nova representação contra ministro do STF cita indícios de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de investigação

Por: Redação

09/03/2026 às 11:20

Imagem de Dallagnol e Chiquini vão a Brasília para protocolar pedido de impeachment de Moraes

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-deputado federal e ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol e o advogado Jeffrey Chiquini viajaram a Brasília nesta segunda-feira (9) para protocolar um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Segundo os autores da iniciativa, a representação traz fundamentos jurídicos diferentes dos apresentados em solicitações anteriores e inclui novas acusações relacionadas ao escândalo envolvendo o Banco Master.

Em declaração pública antes da viagem, Chiquini afirmou que a ação teria base em elementos inéditos. “Estamos a caminho de Brasília para protocolar novo pedido de impeachment de Alexandre de Moraes, agora com fundamentação jurídica nunca antes utilizada”, disse o advogado.

Deltan Dallagnol afirmou que o pedido não se limita a questionamentos sobre abuso de autoridade, mas envolve possíveis crimes atribuídos ao ministro.

“Agora vai muito além de abusos. Estamos falando de indícios de corrupção, de obstrução de investigação e até de organização criminosa”, declarou o ex-procurador.

Entre os pontos citados pelos autores do pedido está o contrato firmado entre o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

Segundo Dallagnol, o acordo, estimado em cerca de R$ 129 milhões, levanta questionamentos sobre a contraprestação dos serviços prestados e poderia indicar conflitos de interesse relacionados às investigações envolvendo o banqueiro.

Jeffrey Chiquini também afirmou que o pedido de impeachment se baseia em novos elementos obtidos nas investigações conduzidas pela Polícia Federal.

De acordo com o advogado, provas cautelares e perícias técnicas realizadas pela PF teriam reforçado suspeitas de irregularidades que justificariam a abertura do processo contra o ministro no Senado Federal.

A Constituição brasileira estabelece que pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal devem ser apresentados ao Senado, que é responsável por analisar a admissibilidade da denúncia e conduzir eventual julgamento político.

Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não se manifestou sobre a iniciativa anunciada pelos autores do pedido.

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