Debate da Band tem três candidatos e críticas a Lula e Flávio Bolsonaro
Ausência dos dois líderes nas pesquisas dominou o encontro, que também teve discussões sobre segurança pública, educação, Bolsa Família e relações com os Estados Unidos
Por: Redação
24/08/2026 às 07:42

Foto: Reprodução
O primeiro debate presidencial de 2026 realizado pela Band, neste domingo (23), foi marcado pela ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). Dos seis candidatos convidados, apenas Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) participaram do encontro.
A ausência dos dois candidatos foi mencionada desde antes do início do programa. Caiado criticou os adversários e defendeu a participação dos presidenciáveis nos debates. Renan Santos levou ao evento duas fraldas com os nomes de Lula e Flávio, além de questionar também a ausência de Romeu Zema (Novo).
Cury chegou a anunciar que não participaria do debate em razão das ausências, classificadas por ele como desrespeito aos eleitores. O candidato, entretanto, mudou de posição pouco antes do início e participou do encontro.
Lula foi alvo de críticas durante o debate
Mesmo sem estar no estúdio, Lula foi citado em diferentes momentos pelos participantes. Ao discutir a economia, Caiado afirmou que uma eventual recuperação do país deveria começar com a saída do atual presidente do Palácio do Planalto.
O candidato do PSD também abordou a perda de poder de compra e defendeu a redução dos juros, além da manutenção da inflação entre 3% e 4%.
Na discussão sobre educação, Cury também cobrou a presença do presidente para responder sobre os problemas do setor. O candidato afirmou que Lula deveria estar no debate para tratar do que classificou como “caos da educação”.
Segurança pública concentra propostas
A segurança pública foi um dos principais temas do encontro. Renan Santos defendeu a possibilidade de intervenção federal em Estados que não enfrentarem o crime organizado, além da criação de superpresídios e da decretação de Estado de Defesa.
Caiado classificou o avanço das facções criminosas como uma situação de “guerra” e propôs maior integração entre as forças de segurança, ampliação da atuação da Polícia Federal e uso de novas tecnologias no combate ao crime.
O ex-governador também apresentou medidas voltadas à violência contra a mulher, citando experiências adotadas durante sua gestão em Goiás, como o uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores e o botão do pânico para vítimas.
Educação também gerou divergências
Os candidatos apresentaram diagnósticos diferentes para os problemas da educação brasileira. Cury afirmou que 95% dos jovens não aprendem matemática adequadamente ao final do Ensino Médio e relacionou parte das dificuldades ao que chamou de “intoxicação digital”.
Renan Santos criticou universidades públicas, classificando-as como caras, e defendeu mudanças no processo de alfabetização. Caiado, por sua vez, afirmou que existem estudantes que chegam ao Ensino Fundamental sem domínio adequado da leitura e cobrou políticas para ampliar a competitividade dos jovens brasileiros.
O ensino técnico também entrou na discussão, com Caiado citando medidas adotadas em Goiás e defendendo a ampliação da formação profissional.
Bolsa Família e jornada de trabalho entram no debate
As políticas sociais e as relações trabalhistas também foram discutidas pelos candidatos.
Cury defendeu mudanças no Bolsa Família e criticou o modelo de assistencialismo. Renan Santos se posicionou contra o fim da escala 6x1 e propôs uma reforma trabalhista que permita contratações por hora.
O candidato do Missão argumentou que a flexibilização poderia ampliar as possibilidades de contratação, enquanto Cury defendeu que alterações nas relações de trabalho levem em consideração tanto empregados quanto empresas.
Cury defende aproximação com governo Trump
A política externa também foi abordada. Questionado sobre a relação entre Brasil e Estados Unidos, Augusto Cury defendeu uma reaproximação com o governo do presidente Donald Trump.
“Vamos pacificar a relação entre Estados Unidos e Brasil”, afirmou o candidato, acrescentando que o país não deveria adotar uma postura de subserviência.
Nas considerações finais, Caiado destacou propostas para educação, saúde e segurança pública. Renan Santos afirmou que o Brasil perdeu protagonismo internacional, enquanto Cury ressaltou sua experiência profissional fora da política e prometeu formar uma equipe com especialistas caso seja eleito.
O debate da Band teve o menor número de participantes entre os seis candidatos convidados: Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury. Apenas os três últimos compareceram ao encontro.
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