Defesa de Daniel Vorcaro sinaliza delação “completa” à Polícia Federal
Banqueiro preso no caso Banco Master estaria disposto a revelar informações sem poupar envolvidos
Por: Redação
18/03/2026 às 18:45

Foto: Divulgação
A defesa do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, procurou a Polícia Federal (PF) e indicou a possibilidade de uma delação premiada com potencial de ampliar significativamente o alcance das investigações. Segundo relatos obtidos por fontes da corporação, o advogado José Luís Oliveira Lima afirmou que o cliente estaria disposto a fazer uma “delação séria e completa”.
De acordo com as informações, Vorcaro teria manifestado intenção de colaborar de forma ampla, entregando detalhes sobre o funcionamento do esquema investigado e possíveis conexões com outros envolvidos, sem restrições. Até o momento, no entanto, não houve confirmação oficial sobre a formalização do acordo.
A movimentação ocorre enquanto o empresário permanece preso na Penitenciária Federal em Brasília, onde está submetido ao regime rígido do sistema penitenciário federal.
Vorcaro está atualmente em uma cela de observação com parede transparente, localizada na ala de saúde da unidade. O modelo permite monitoramento constante por agentes, já que a legislação brasileira não autoriza a instalação de câmeras dentro das celas. Durante o período inicial, ele chegou a permanecer com as luzes acesas durante a noite como medida de segurança.
O banqueiro cumpre a chamada fase de inclusão, etapa que pode durar cerca de 20 dias e tem como objetivo garantir a adaptação do detento às regras do presídio, além de impedir qualquer comunicação não autorizada com o exterior ou com outros internos.
Nesse período, Vorcaro permanece isolado e não tem contato com outros presos. A comunicação com os agentes é restrita e feita exclusivamente por meio de requerimentos escritos, com limite semanal.
Internamente, os protocolos do sistema federal também determinam que os detentos não sejam tratados por apelidos ou nomes públicos. Assim, Vorcaro é identificado apenas pelo primeiro nome ou como “preso”, prática aplicada a todos os custodiados, independentemente de notoriedade.
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