Governo anuncia cerco ao setor de frete para evitar greve de caminhoneiros
Plano prevê monitoramento digital de contratos e pressiona empresas e estados diante da alta do diesel
Por: Redação
18/03/2026 às 18:58

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo federal anunciou um conjunto de medidas para conter o aumento do frete e evitar uma possível paralisação nacional dos caminhoneiros. A principal ação será a implementação de um sistema de rastreamento eletrônico para monitorar contratos de transporte em todo o país.
A iniciativa foi confirmada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, e tem como objetivo fiscalizar o cumprimento do piso mínimo de frete, frequentemente desrespeitado por empresas do setor. Segundo o governo, cerca de 20% das transportadoras não seguem as regras estabelecidas.
Entre as empresas citadas pelo ministro como possíveis infratoras estão grandes companhias como BRF, Vibra Energia, Ambev, Raízen e Cargill. O governo pretende divulgar uma lista oficial com os nomes das empresas que descumprirem a legislação após a implementação do sistema.
A medida atende a uma pressão direta de lideranças dos caminhoneiros, que ameaçam uma greve caso não haja solução para a escalada dos custos. O Executivo tenta evitar um cenário semelhante ao de 2018, quando uma paralisação provocou desabastecimento em diversas regiões do país.
Paralelamente, o governo também tenta reduzir o impacto do preço do diesel, pressionando estados no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a diminuírem temporariamente o ICMS sobre o combustível. No entanto, a proposta enfrenta resistência de governadores preocupados com a perda de arrecadação.
Enquanto o impasse político continua, o aumento do diesel já impacta diretamente os caminhoneiros. Em São Paulo, o preço do combustível subiu até R$ 0,40 em apenas uma semana, elevando o custo de abastecimento de um caminhão em até R$ 1.000.
O encarecimento do frete tende a gerar efeito cascata na economia, pressionando os preços de produtos e ampliando o custo de vida da população. Diante desse cenário, o governo aposta no aumento da fiscalização e na intervenção regulatória para tentar conter a crise, em meio a críticas sobre a condução econômica e a eficácia das medidas adotadas.
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