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Defesa de delegada afastada pela PF nega vazamento de informações no caso Banco Master

Defesa de delegada afastada pela PF nega vazamento de informações no caso Banco Master

Advogado afirma que policial não possuía acesso formal ao sistema investigativo citado pela corporação

Por: Redação

14/05/2026 às 14:01

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A defesa da delegada da Polícia Federal Valéria Vieira Pereira da Silva negou qualquer participação da policial em suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas às investigações envolvendo a família do banqueiro Daniel Vorcaro.

Valéria foi afastada preventivamente do cargo por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da sexta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14). O magistrado também determinou a apreensão do passaporte da delegada e proibiu que ela deixe o país.

Segundo a investigação da PF, Valéria teria acessado sem autorização funcional um inquérito conduzido pela Superintendência Regional da corporação em São Paulo, apesar de estar lotada em Minas Gerais desde 2006 e não possuir atribuição formal no procedimento.

A Polícia Federal afirma que, após acessar os autos, a delegada teria compartilhado informações com Marilson Roseno da Silva, apontado pelos investigadores como integrante do grupo conhecido como “A Turma”, investigado por atuar em favor dos interesses da família Vorcaro.

Os investigadores também apontam o marido da delegada, Francisco José Pereira da Silva, como possível intermediador da troca de informações.

Em manifestação à imprensa na porta da Superintendência da PF em Belo Horizonte, o advogado Bruno Correia Lemos afirmou que a acusação “não prospera” porque tanto Valéria quanto o marido não estavam cadastrados no procedimento investigativo citado pela corporação.

Segundo a defesa, o sistema interno da Polícia Federal possui controle restrito por matrícula funcional, o que impediria acesso de servidores não autorizados.

“Cada servidor possui uma matrícula e o acesso é restrito. Então, se o servidor não estiver cadastrado na operação, ele não consegue acessar o sistema com a matrícula dele”, afirmou o advogado.

A operação também resultou na prisão do empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Ele foi detido em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A defesa de Henrique, representada pelo advogado Eugênio Pacceli, declarou que a prisão foi baseada em fatos cuja legalidade e racionalidade econômica ainda não teriam sido devidamente demonstradas no processo.

 

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