Defesa nega plano de resgate a Maduro após denúncia de operação secreta
Pasta do governo Lula desmente informação sobre suposto envolvimento das Forças Armadas em ação para salvar ditador venezuelano diante de pressão dos EUA
Por: Redação
28/08/2025 às 08:04
● Atualizado em 28/08/2025 às 09:29

Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil
O Ministério da Defesa negou, nesta terça-feira (26), a existência de qualquer operação para resgatar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, diante das recentes movimentações militares dos Estados Unidos contra o regime chavista. A pasta reagiu após reportagem publicada pelo portal DefesaNet, no domingo (24), que revelava a chamada “Operação Imeri”, supostamente envolvendo a Marinha e a Aeronáutica do Brasil para retirar Maduro de Caracas.
“O Ministério da Defesa informa que não há qualquer plano ou operação em curso ou em elaboração nos termos mencionados”, disse a pasta em nota oficial.
Segundo o DefesaNet, a ideia teria sido tratada em encontro entre o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, e o ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil Pinto, durante a cúpula da OTCA/CELAC, realizada em Bogotá, no último dia 21 de agosto. O Itamaraty, no entanto, afirma que a reunião abordou apenas temas comerciais e de segurança regional, sem qualquer discussão sobre eventual resgate.
O governo dos Estados Unidos intensificou a pressão contra Maduro no fim de julho. Além de acusá-lo de chefiar o cartel de drogas Los Soles, o governo Trump elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão do líder chavista.
Washington também enviou navios de guerra para a região, reforçando a possibilidade de ações militares sob a justificativa de combate ao terrorismo. Diversos países — incluindo o próprio governo norte-americano — não reconhecem a legitimidade das últimas eleições na Venezuela, apontadas como fraudulentas, e consideram o opositor Edmundo González o verdadeiro vencedor do pleito.
Maduro, por sua vez, reage acusando os EUA de imperialismo e de tentar desestabilizar a América Latina. Ainda assim, o ditador permanece politicamente isolado e sob crescente desconfiança da comunidade internacional.
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