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Defesa pede cirurgia urgente para Bolsonaro e alerta que procedimento é incompatível com prisão
Defesa pede cirurgia urgente para Bolsonaro e alerta que procedimento é incompatível com prisão
Laudos médicos apontam hérnia inguinal bilateral e indicam internação hospitalar imediata; advogados dizem que cirurgia não pode ser realizada em ambiente prisional
Por: Redação
15/12/2025 às 13:58

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para a realização urgente de um procedimento cirúrgico, após exames confirmarem um quadro de hérnia inguinal bilateral. Bolsonaro passou por ultrassonografia no domingo (14), dentro da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena em regime fechado.
De acordo com a petição apresentada ao STF, os médicos que avaliaram o ex-presidente concluíram que a cirurgia é inevitável e urgente, sendo impossível a realização do procedimento em ambiente prisional. A defesa solicita que Bolsonaro seja transferido para o Hospital DF Star, com tempo estimado de internação entre cinco e sete dias, para realização da cirurgia sob anestesia geral.
“O médico responsável pelo acompanhamento, Dr. Claudio Birolini, elaborou novo relatório médico, no qual, de forma expressa e fundamentada, reitera a necessidade de realização do procedimento cirúrgico de herniorrafia inguinal bilateral, em regime de internação hospitalar”, afirma a defesa no documento enviado ao Supremo.
No fim de semana, os advogados já haviam informado publicamente que os exames identificaram duas hérnias inguinais, condição que exige cirurgia como única forma de tratamento definitivo. A hérnia inguinal ocorre quando parte do intestino ou tecido abdominal se desloca pela região da virilha, podendo causar dor intensa, inchaço e risco de complicações graves, especialmente sem intervenção médica adequada.
A realização do exame só foi possível após autorização do próprio ministro Alexandre de Moraes, que, no sábado (13), permitiu a entrada de um médico na cela de Bolsonaro com equipamento portátil de ultrassom. O pedido havia sido feito pela defesa na quinta-feira (11).
O novo pedido foi protocolado depois de Moraes afirmar que os documentos médicos apresentados anteriormente eram antigos e determinar que a PF realizasse uma perícia médica oficial, no prazo de até 15 dias, para avaliar a necessidade de cirurgia imediata — prazo que ainda está em curso.
Diante do agravamento do quadro clínico e da recomendação expressa dos médicos, os advogados argumentam que a espera pela perícia oficial coloca a saúde do ex-presidente em risco, além de contrariar princípios básicos de dignidade e atendimento médico adequado.
Bolsonaro está preso desde 22 de novembro, inicialmente em prisão preventiva. Após o trânsito em julgado do processo relacionado à chamada trama golpista, em 25 de novembro, passou a cumprir a pena em regime fechado, permanecendo nas instalações da Polícia Federal.
A defesa sustenta que a manutenção do ex-presidente no atual regime, sem autorização imediata para tratamento cirúrgico hospitalar, agrava um quadro clínico já delicado, marcado por sucessivas cirurgias desde a facada sofrida em 2018, e pode gerar consequências irreversíveis.
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