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PF demorou cerca de 10 minutos para socorrer Sicário em cela

PF demorou cerca de 10 minutos para socorrer Sicário em cela

Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário” e ligado ao caso Banco Master, sofreu morte encefálica dois dias após o episódio

Por: Redação

10/03/2026 às 21:58

Imagem de PF demorou cerca de 10 minutos para socorrer Sicário em cela

Foto: Reprodução

Equipes da Polícia Federal levaram cerca de dez minutos para prestar os primeiros socorros a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, após ele tentar se enforcar dentro da carceragem da PF em Minas Gerais.

O episódio ocorreu na última quarta-feira (4). Mourão estava sozinho na cela quando foi ao banheiro, retornou com uma camisa de manga comprida enrolada no pescoço e prendeu o tecido às grades da cela, tentando se enforcar.

Segundo o superintendente da Polícia Federal em Minas Gerais, Richard Murad, os agentes perceberam a situação poucos minutos depois. “Decorreram aproximadamente 10 minutos, no máximo”, afirmou.

Após constatar a situação, os policiais retiraram Mourão da posição de enforcamento e acionaram atendimento médico. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do pronto-socorro da própria PF iniciaram os procedimentos de reanimação.

O investigado foi levado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde permaneceu internado em estado grave. Dois dias depois, exames confirmaram morte encefálica.

 

Ligação com o caso Banco Master

Mourão era investigado pela Polícia Federal como integrante de um grupo conhecido como “A Turma”, estrutura que também envolveria o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.

De acordo com as investigações, ele teria atuado na coordenação de atividades de monitoramento de pessoas, coleta de informações e levantamento de dados considerados estratégicos para os interesses do grupo.

As apurações indicam que Mourão realizava consultas em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais como FBI e Interpol.

Investigadores também apontam que o suspeito participava de ações voltadas à remoção de conteúdos e perfis em plataformas digitais, além de coordenar equipes que atuavam em operações relacionadas ao Banco Master e em ações de pressão contra antigos funcionários da instituição financeira.

Além das investigações federais, Mourão também respondia a um processo do Ministério Público de Minas Gerais por suposta participação em um esquema de pirâmide financeira que teria movimentado cerca de R$ 28 milhões entre 2018 e 2021.

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