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Delegado baleado por Roberto Jefferson assume chefia estratégica da PF no Rio
Delegado baleado por Roberto Jefferson assume chefia estratégica da PF no Rio
Marcelo Villela, ferido em operação de 2022, comandará setor responsável pelo combate a homicídios e facções criminosas
Por: Redação
22/02/2026 às 20:27

Foto: Reprodução
O delegado da Polícia Federal Marcelo André Cortes Villela, que foi baleado durante a operação contra o ex-deputado Roberto Jefferson em outubro de 2022, foi designado para assumir a chefia do Serviço de Repressão à Criminalidade Violenta da corporação no Rio de Janeiro.
À época, os agentes cumpriam mandado de prisão quando Jefferson reagiu com disparos de fuzil e lançamento de granadas contra a equipe. O confronto deixou três policiais feridos, entre eles Villela, atingido na cabeça.
Após o episódio, o delegado relatou ter sofrido intenso sangramento e comprometimento momentâneo da visão, mas conseguiu deixar a área sob fogo e se reagrupar com a equipe.
Em depoimento, Jefferson afirmou ter efetuado cerca de 50 disparos de fuzil e lançado três granadas contra os policiais. Declarou ainda que “não atirou em nenhum policial federal para machucar” e que “se quisesse matava os policiais porque estava em uma posição superior e com fuzil com mira”.
Villela, por sua vez, afirmou que, em sua avaliação, o então deputado “aguardava a Polícia Federal e agiu de forma premeditada e com intenção de matar”.
O ex-parlamentar se entregou cerca de oito horas depois do início da operação, após negociação, e foi conduzido à superintendência da PF. Posteriormente, foi responsabilizado pelo conserto da viatura atingida. Laudo pericial apontou 42 disparos no veículo — 25 no teto, 14 no para-brisa, dois na lateral e um no capô — com custo de R$ 39.581,32 em reparos.
A nova função coloca Villela à frente da coordenação de investigações relacionadas a homicídios e à atuação de organizações criminosas no estado, área estratégica em um dos cenários mais desafiadores da segurança pública nacional.
Antes da nomeação, ele atuava como assessor técnico na mesma delegacia. A escolha é vista internamente como reconhecimento à atuação do delegado no enfrentamento a situações de alto risco e à sua experiência operacional.
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