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Deltan reage a decisão de Gilmar Mendes e acusa ministro de permitir “fake news”

Deltan reage a decisão de Gilmar Mendes e acusa ministro de permitir “fake news”

Ex-deputado critica manutenção de postagens de Zeca Dirceu, contesta interpretação sobre inelegibilidade e amplia embate com STF

Por: Redação

20/05/2026 às 10:50

Imagem de Deltan reage a decisão de Gilmar Mendes e acusa ministro de permitir “fake news”

Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal Deltan Dallagnol voltou a criticar o ministro Gilmar Mendes após decisão que autorizou a permanência de publicações do deputado federal Zeca Dirceu nas redes sociais. As postagens, mantidas por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), contêm críticas e acusações envolvendo a situação eleitoral do ex-procurador da Lava Jato.

Em nota divulgada após a decisão, Dallagnol afirmou que o entendimento do magistrado abriria espaço para a circulação de informações falsas sobre sua condição política e jurídica.

“O ministro Gilmar Mendes, que vive me atacando e xingando, liberou que façam fake news contra mim, permitindo que meus opositores mintam, quando o TSE não me declarou inelegível nem cassou meus direitos políticos”, afirmou o ex-deputado.

A disputa judicial teve início após Zeca Dirceu publicar conteúdos afirmando que Dallagnol estaria inelegível. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia determinado a retirada das publicações sob o entendimento de que poderiam configurar desinformação. Posteriormente, Gilmar Mendes reverteu a decisão, sustentando que a afirmação sobre inelegibilidade se baseia em fatos jurídicos e não caracteriza notícia falsa.

Segundo o ministro, a inelegibilidade por oito anos foi fundamento expresso no indeferimento do registro de candidatura de Dallagnol em 2022. Para Gilmar, portanto, a afirmação de que o ex-procurador “segue inelegível” estaria respaldada juridicamente.

Dallagnol reagiu classificando a decisão como exemplo de “arbítrio judicial” e afirmou que o episódio reforça sua intenção de disputar uma vaga no Senado para enfrentar, segundo ele, abusos de poder. O ex-deputado também criticou diretamente Gilmar Mendes, lembrando declarações anteriores do magistrado contra sua atuação na Lava Jato.

“Gilmar me chamou de gângster, crápula e fascista, mas achou certo e justo me julgar. Gilmar não é intocável. É intragável”, declarou Dallagnol.

O embate também envolve críticas feitas por Gilmar Mendes à força-tarefa da Operação Lava Jato. Em decisão recente, o ministro afirmou que houve um “conúbio” entre investigadores, procuradores e magistrados para tentar administrar recursos bilionários por meio de fundos ligados à operação. Dallagnol negou irregularidades e rebateu as acusações.

“Nada mais mentiroso do que isso, porque nunca desviei dinheiro algum e jamais fui acusado ou condenado criminalmente por isso”, afirmou.

Em episódio paralelo, o ministro Flávio Dino revogou decisão do TRE-PR que havia mandado retirar reportagem sobre a situação eleitoral de Dallagnol. Ao decidir, Dino defendeu a proteção à liberdade de imprensa e afirmou que conteúdos jornalísticos não devem ser removidos apenas por conterem interpretações eventualmente controversas, desde que não configurem crime.

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