A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) apresentou requerimentos de informação ao Ministério das Relações Exteriores e à Casa Civil solicitando esclarecimentos sobre a recente viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Europa.
No pedido, a parlamentar solicita a discriminação detalhada dos custos da comitiva, incluindo passagens, hospedagem, diárias, segurança e demais despesas. Também questiona os critérios adotados para a escolha dos ministros que acompanharam o presidente e os resultados esperados da agenda internacional.
Entre os pontos levantados está a participação do governo no evento “Global Progressive Mobilisation”, realizado em Barcelona. Durante o encontro, Lula afirmou que “o risco que a extrema direita representa à democracia não é retórico, é real”, declaração que, segundo a deputada, reforça o caráter político das discussões.
A parlamentar também questiona a utilidade prática da viagem. “Estamos falando de recursos públicos sendo utilizados em agendas que não apresentam, até o momento, conexão clara com geração de empregos, investimentos ou melhorias concretas na vida do brasileiro”, afirmou.
Em outro trecho, De Toni reforçou a cobrança por transparência. “A população tem o direito de saber quanto está sendo gasto e quais benefícios essa viagem trará. Transparência e responsabilidade com o dinheiro público não são opcionais.”
O requerimento também inclui questionamentos sobre eventual apoio do governo brasileiro à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com pedido de esclarecimentos sobre custos e possíveis impactos para o país.
Segundo a deputada, “a democracia pressupõe liberdade de ideias e pluralismo político. É legítimo questionar se é adequado utilizar recursos públicos para combater correntes de pensamento com as quais o governo discorda”.
A viagem do presidente incluiu passagens por Espanha, Alemanha e Portugal, com uma comitiva formada por 15 ministros, além de autoridades e integrantes do governo.
Dados apresentados no material indicam que, desde 2023, o governo federal já gastou mais de R$ 970 milhões com viagens internacionais, além de despesas superiores a R$ 6 bilhões com deslocamentos dentro do país.