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Dino decide em pouco mais de 24 horas pedido de aliada de Lulinha contra quebra de sigilo na CPMI

Dino decide em pouco mais de 24 horas pedido de aliada de Lulinha contra quebra de sigilo na CPMI

Ministro do STF suspendeu medida da CPMI do INSS após ação da lobista Roberta Luchsinger, apontando falta de fundamentação na decisão da comissão

Por: Redação

04/03/2026 às 17:25

Imagem de Dino decide em pouco mais de 24 horas pedido de aliada de Lulinha contra quebra de sigilo na CPMI

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino analisou com rapidez incomum o pedido apresentado pela lobista e empresária Roberta Luchsinger para evitar a quebra de seus sigilos bancário e fiscal determinada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

De acordo com registros do sistema eletrônico do STF, a petição inicial da defesa de Luchsinger foi protocolada às 9h19 da terça-feira (3). Já os metadados do documento da decisão indicam que o despacho de Dino foi criado às 10h31min48s da quarta-feira (4), pouco mais de 25 horas depois.

A agilidade chamou atenção porque o próprio gabinete do ministro possui processos semelhantes aguardando decisão há mais tempo. Entre eles estão dois mandados de segurança herdados da ex-ministra Rosa Weber, distribuídos a Dino desde 22 de fevereiro de 2024, além de outros nove processos do mesmo tipo protocolados ao longo de 2025.

Roberta Luchsinger é apontada como pessoa próxima da família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo informações divulgadas anteriormente, ela mantém amizade com a esposa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. As duas teriam inclusive feito uma tatuagem simbolizando a amizade, e Lulinha costuma se hospedar em um imóvel alugado por ela quando visita Brasília.

A lobista também teria atuado junto ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, realizando atividades de lobby no Ministério da Saúde.

Nos bastidores políticos, a decisão do ministro pode ter efeitos mais amplos. A defesa de Lulinha avalia que o entendimento adotado por Dino pode abrir precedente para tentar reverter também a quebra dos sigilos bancário e fiscal do filho do presidente, aprovada pela mesma CPMI.

Na decisão, Flávio Dino afirmou que a comissão parlamentar não apresentou fundamentação individualizada para justificar a quebra de sigilo da empresária. O ministro também criticou o método de votação utilizado pelos parlamentares.

Segundo ele, a CPMI aprovou dezenas de requerimentos em votação conjunta, prática que, em sua avaliação, não se aplica a medidas que envolvem restrições a garantias constitucionais.

“Tenho ciência de que o art. 300 do Regimento Interno do Senado contém a previsão de deliberação ‘em globo’ quanto à votação dos projetos de lei. Contudo, tal dispositivo não guarda pertinência com a votação de requerimentos de natureza investigativa sobre quebra de garantias constitucionais”, escreveu Dino.

A decisão suspende temporariamente a quebra de sigilo da empresária enquanto o caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal.

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