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Eduardo Bolsonaro articula novas sanções contra Alexandre de Moraes com apoio dos EUA
Eduardo Bolsonaro articula novas sanções contra Alexandre de Moraes com apoio dos EUA
Por: Redação
31/07/2025 às 21:11

Foto: Reprodução
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro intensificou sua atuação nos Estados Unidos, buscando apoio para a imposição de sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, sob a Lei Magnitsky. A mobilização ocorre após o governo de Donald Trump adotar medidas punitivas contra o magistrado e impor tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros.
Eduardo Bolsonaro agradeceu publicamente o apoio de Trump e declarou que o objetivo de sancionar Moraes está em curso desde sua mudança para os EUA. Segundo ele, a medida representa “o primeiro passo para resgatar a democracia” e neutralizar o que classifica como perseguição política contra sua família.
O parlamentar atua para que, além de punição aplicada pelos Estados Unidos, Moraes seja sancionado na União Europeia com restrição de entrada nos países e congelamento de bens que venha a ter no Velho Continente.
Eduardo Bolsonaro disse a aliados que buscar sanções ao ministro na Europa será a sua “prioridade número 1” no segundo semestre deste ano. Ele pretende cruzar o Oceano Atlântico para articular a medida.
Nessa quarta-feira (30), um grupo de 16 parlamentares europeus enviou uma carta à Alta Representante da União Europeia, Kaja Kallas, pedindo punição a Moraes por “censura” e “perseguição política”.
Inicialmente, a lista de sanções incluiria outros ministros do STF, como Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso. Contudo, Eduardo tem articulado para que a aplicação seja restrita exclusivamente a Moraes, numa tentativa de isolar o alvo e abrir espaço para possíveis reaproximações com parte da Corte.
Em diversas entrevistas e publicações nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro celebrou declarações de autoridades dos EUA, especialmente do secretário de Estado Marco Rubio, que sinalizou a análise de medidas contra Moraes com base na Lei Magnitsky. Ele expressou confiança na efetivação das sanções, afirmando que “venceremos”.
Aliados bolsonaristas também saudaram a decisão dos EUA como uma vitória estratégica. Em nota pública, Eduardo ressaltou que as medidas são um aviso e declarou que o custo de apoiar Moraes seria "insuportável", inclusive para suas famílias e corporações associadas.
A atuação de Eduardo nos EUA inclui reuniões com políticos republicanos, parlamentares americanos e influenciadores conservadores. Ele tem mantido uma forte articulação com figuras alinhadas a Trump e promovido pautas como anistia ampla para envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, saída de Moraes da Corte e adoção de voto impresso nas eleições de 2026.
Essa movimentação ocorre em meio à crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos. As sanções e tarifas aplicadas geraram forte reação no Brasil, com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva classificando-as como tentativa de interferência externa no Judiciário brasileiro. Instituições financeiras brasileiras também se encontram em alerta, avaliando possíveis impactos das restrições a transações com empresas americanas.
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