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Empresas que transferiram R$ 3 milhões a Lulinha não funcionam em endereço registrado

Empresas que transferiram R$ 3 milhões a Lulinha não funcionam em endereço registrado

Salas onde companhias estão registradas em São Paulo estão desocupadas há cerca de sete meses, segundo administração do prédio

Por: Redação

07/03/2026 às 10:41

Imagem de Empresas que transferiram R$ 3 milhões a Lulinha não funcionam em endereço registrado

Foto: Reprodução

Duas empresas ligadas a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não funcionam no endereço em que estão registradas oficialmente em São Paulo. A informação foi constatada após visita ao prédio comercial na zona oeste da capital paulista, onde as companhias estão cadastradas na Junta Comercial.

As empresas LLF Tech Participações e G4 Entretenimento e Tecnologia estão registradas no mesmo endereço, mas, segundo a administração do edifício, as salas indicadas encontram-se desocupadas há cerca de sete meses.

Antes de ficarem vazias, os espaços eram ocupados por uma certificadora digital e por uma organização social que prestava serviços na área da saúde. No local, também não há indicação das empresas de Lulinha entre as companhias listadas na recepção do prédio.

De acordo com os registros empresariais, a atividade principal das duas companhias é a prestação de “suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação”.

Documentos obtidos a partir da quebra de sigilo bancário do filho do presidente apontam que as duas empresas realizaram transferências que somam mais de R$ 3 milhões para contas pessoais de Lulinha. Segundo os dados enviados à CPMI do INSS, a LLF Tech Participações transferiu R$ 2,37 milhões, enquanto a G4 Entretenimento e Tecnologia enviou cerca de R$ 772 mil. As movimentações ocorreram entre os anos de 2022 e 2025.

A quebra de sigilo também revelou que, no período de quatro anos analisado, houve movimentação financeira total de aproximadamente R$ 19,3 milhões associada às contas do empresário.

Do montante identificado nas movimentações bancárias, cerca de R$ 9,6 milhões foram recebidos diretamente por Lulinha, enquanto o restante corresponde a pagamentos direcionados a outras contas.

A defesa de Lulinha afirmou que o endereço registrado pelas empresas é utilizado apenas para recebimento e encaminhamento de correspondências. Segundo o advogado Guilherme Suguimori, a LLF Tech não possui escritório externo e teria funcionado originalmente na residência do empresário.

Ainda de acordo com a defesa, a empresa G4 Entretenimento e Tecnologia não está mais em atividade, mas mantém créditos judicializados a receber, que são repassados quando pagos.

Os advogados também argumentam que o valor total apontado na quebra de sigilo não representaria renda efetiva, pois corresponde à soma de movimentações financeiras, podendo incluir valores repetidos entre entradas e saídas.

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