Escândalo do Banco Master entra em fase de disputa por delações premiadas
Investigação avança e pressiona executivos, ex-diretores do Banco Central e operadores do esquema a colaborar com a Justiça
Por: Redação
16/03/2026 às 09:32

Foto: Divulgação
As investigações sobre o escândalo envolvendo o Banco Master entraram em uma nova etapa nos bastidores de Brasília: a corrida entre investigados para fechar a primeira delação premiada do caso. A expectativa de colaboração ganhou força após a confirmação da prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e a contratação de um novo advogado para sua defesa.
A possibilidade de Vorcaro negociar um acordo com investigadores passou a dominar as discussões políticas e jurídicas na capital federal. Caso isso ocorra, a colaboração pode abrir novos caminhos nas apurações sobre supostos crimes financeiros e o funcionamento de uma rede de influência ligada à instituição.
No entanto, o ex-dono do banco não é o único investigado que pode decidir colaborar. Diversos nomes aparecem como potenciais delatores nas investigações, incluindo executivos da instituição financeira, ex-diretores do Banco Central e operadores apontados como responsáveis por movimentações financeiras e atividades clandestinas ligadas ao grupo.
Entre os investigados estão Paulo Sérgio Souza, ex-diretor de Fiscalização do Banco Central, e Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária da autarquia. Ambos foram afastados de seus cargos e passaram a ter papel central nas investigações após o surgimento de diálogos considerados comprometedores com Vorcaro.
Outros nomes citados nas apurações incluem Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro, além de executivos ligados à estrutura administrativa do Banco Master. Entre eles estão Luiz Antônio Bull, responsável por áreas estratégicas como riscos e compliance, e Alberto Oliveira Neto, que ocupava cargo de superintendente-executivo de Tesouraria.
As investigações também apontam a atuação de operadores financeiros próximos ao núcleo do grupo. De acordo com os investigadores, Ana Cláudia Paiva e Leonardo Palhares teriam participado da movimentação de recursos e da estrutura de pagamentos associados às atividades investigadas.
Outro personagem mencionado no caso é o policial federal aposentado Marilson Silva, que teria atuado ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, em ações de monitoramento e intimidação de adversários do banqueiro.
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