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EUA avaliam novas sanções contra Alexandre de Moraes

EUA avaliam novas sanções contra Alexandre de Moraes

Segundo o Financial Times, governo Trump voltou a considerar medidas contra ministro do STF após atuação em caso envolvendo fonte de jornalista

Por: Redação

17/08/2026 às 07:56

Imagem de EUA avaliam novas sanções contra Alexandre de Moraes

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O governo dos Estados Unidos avalia a possibilidade de aplicar novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações divulgadas pelo jornal britânico Financial Times.

Moraes já havia sido alvo de medidas previstas na Lei Global Magnitsky, adotadas pelo governo norte-americano no ano passado sob acusação de violações de direitos humanos. As sanções, posteriormente, foram suspensas.

A nova avaliação de Washington estaria relacionada à atuação do ministro em um caso envolvendo Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida. Cutrim teria fornecido informações relacionadas ao ministro Flávio Dino, também integrante do STF.

 

Caso reacende críticas internacionais

A atuação de Moraes no episódio também recebeu críticas de entidades ligadas à imprensa internacional. A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) se manifestou contra a medida e classificou o episódio como uma ameaça ao exercício do jornalismo e um precedente considerado preocupante para a atividade de imprensa.

Quando as primeiras sanções foram aplicadas, o então secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, acusou Moraes de conduzir medidas que, na avaliação do governo norte-americano à época, envolviam censura, detenções arbitrárias e processos politizados.

O ministro brasileiro ganhou projeção internacional nos últimos anos após decisões envolvendo o empresário Elon Musk e a determinação de bloqueio temporário da plataforma X no Brasil.

 

Relação entre Brasil e Estados Unidos

A possibilidade de novas medidas ocorre em meio a um período de tensão diplomática entre Brasília e Washington. O governo brasileiro impediu, no mês passado, a entrada de dois enviados do presidente Donald Trump. A justificativa apresentada foi o receio de interferência estrangeira nas eleições brasileiras de outubro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição, também afirmou que os Estados Unidos poderiam adotar medidas destinadas a beneficiar seu principal adversário na disputa, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

A eventual retomada das sanções contra Moraes ainda depende de uma decisão do governo norte-americano. As informações sobre a possibilidade de novas medidas foram atribuídas pelo material ao Financial Times.

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