EUA classificam PCC e Comando Vermelho como ameaças à segurança regional
Departamento de Estado afirma que facções brasileiras atuam no tráfico internacional e no crime transnacional; possível classificação como terroristas segue em análise
Por: Redação
10/03/2026 às 16:00

Foto: Reprodução | Agência Brasil
O Departamento de Estado dos Estados Unidos declarou que as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) são consideradas “ameaças significativas à segurança regional”. A avaliação foi enviada em resposta a questionamentos da imprensa sobre o avanço das atividades dessas organizações fora do Brasil.
Segundo um porta-voz do governo norte-americano, Washington vê as duas facções como organizações envolvidas em tráfico de drogas, violência e operações criminosas transnacionais. “Os Estados Unidos veem as organizações criminosas do Brasil, incluindo PCC e CV, como ameaças significativas à segurança regional devido ao seu envolvimento em tráfico de drogas, violência e crime transnacional”, afirmou o representante do Departamento de Estado.
Apesar da declaração, o governo americano evitou confirmar se as facções serão oficialmente classificadas como organizações terroristas estrangeiras. O órgão afirmou que não comenta previamente decisões desse tipo, mas destacou que os Estados Unidos estão comprometidos em adotar medidas contra grupos envolvidos em atividades terroristas.
A possível inclusão do PCC e do CV na lista de Foreign Terrorist Organizations (FTO) vem sendo estudada desde o ano passado pela administração do presidente Donald Trump. A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de combate ao narcotráfico e ao crime organizado transnacional na América Latina.
Preocupação do governo brasileiro
O governo brasileiro tem se posicionado contra essa classificação. Um dos argumentos apresentados é que, pela legislação brasileira, organizações terroristas são definidas por motivações ideológicas, políticas ou religiosas, enquanto facções criminosas atuam principalmente com objetivos econômicos ligados ao crime organizado.
Além disso, autoridades brasileiras demonstram preocupação de que a classificação possa gerar pressões externas ou ampliar o espaço para ações internacionais de segurança relacionadas ao combate ao narcotráfico.
Reunião entre Lula e Trump
O tema ganhou relevância diplomática às vésperas de um encontro entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A reunião ainda não tem data confirmada, após adiamentos provocados por conflitos internacionais e desencontros de agenda.
A posição divulgada pelo Departamento de Estado reforça a crescente preocupação internacional com a atuação das duas maiores facções criminosas do Brasil, que, segundo autoridades americanas, expandiram suas atividades para além das fronteiras nacionais.
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