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Exército cumpre prisões de militares condenados pelo STF em caso de “trama golpista”
Exército cumpre prisões de militares condenados pelo STF em caso de “trama golpista”
Decisão de Alexandre de Moraes gera novo capítulo de tensão entre Judiciário e setores ligados às Forças Armadas
Por: Redação
10/04/2026 às 09:41

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Exército Brasileiro cumpriu, na manhã desta sexta-feira (10), mandados de prisão contra três militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado. As ordens foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes após a rejeição dos recursos apresentados pelas defesas.
Foram presos:
- Ângelo Denicoli — major da reserva
- Giancarlo Rodrigues — subtenente
- Guilherme Almeida — tenente-coronel
Os três integram o chamado “núcleo 4” das investigações conduzidas no STF. Segundo a acusação, o grupo teria atuado na disseminação de críticas ao sistema eleitoral e questionamentos sobre as urnas eletrônicas, especialmente nas redes sociais, em um contexto político marcado pela disputa eleitoral de 2022.
A Procuradoria-Geral da República, sob comando de Paulo Gonet, sustenta que houve atuação coordenada com o objetivo de pressionar instituições e sustentar um “plano maior” de ruptura institucional — interpretação que é contestada por críticos, que veem ampliação do alcance penal sobre manifestações políticas.
Ainda há dois investigados considerados foragidos:
- Reginaldo Abreu — coronel do Exército
- Carlos César Moretzsohn Rocha — ligado ao Instituto Voto Legal
Ao todo, sete pessoas foram condenadas, com penas que chegam a 17 anos de prisão, por crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e dano ao patrimônio público.
O caso também menciona o suposto uso da estrutura da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), o que amplia a gravidade das acusações no entendimento das autoridades.
As prisões ocorrem em um ambiente de forte debate sobre os limites da atuação do Judiciário. Setores da direita e especialistas têm questionado a amplitude das decisões do STF, especialmente quando envolvem militares, críticas ao sistema eleitoral e manifestações políticas.
Para esses grupos, há preocupação com o que classificam como judicialização excessiva do debate político e risco de restrições à liberdade de expressão. Já defensores das decisões argumentam que as medidas são necessárias para preservar a ordem institucional.
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