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Fachin antecipa retorno a Brasília para conter desgaste do STF com caso Banco Master
Fachin antecipa retorno a Brasília para conter desgaste do STF com caso Banco Master
Presidente da Corte interrompe férias para gerenciar crise envolvendo Toffoli e reclamações da Polícia Federal sobre condução do inquérito
Por: Redação
20/01/2026 às 11:39

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, antecipou o retorno a Brasília na noite de segunda-feira (19) para lidar com o desgaste institucional provocado pelo caso Banco Master, que vem ampliando tensões internas e externas na Corte.
Fachin estava em período de férias, assim como outros ministros do tribunal, mas decidiu voltar presencialmente à capital federal diante da repercussão negativa do caso. Mesmo à distância, o presidente do STF já vinha mantendo conversas com integrantes da Corte, mas avaliou que o momento exigia atuação direta para administrar a crise e preservar a imagem do Supremo.
Nesta terça-feira (20/1), Fachin tem viagem prevista ao Maranhão, onde deve se reunir pessoalmente com o ministro Flávio Dino, em meio às articulações internas sobre os desdobramentos do caso.
Segundo interlocutores, o presidente do STF também manteve diálogo com o ministro Dias Toffoli, relator do caso Banco Master. Além dele, Fachin conversou com outros integrantes da Corte, entre eles Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques, Cristiano Zanin, André Mendonça e Cármen Lúcia.
Durante o recesso do Judiciário, Fachin chegou a atuar na presidência do STF antes de transferir o comando interino ao vice-presidente, Alexandre de Moraes. Ambos adotaram um sistema de revezamento para analisar casos considerados urgentes. O retorno oficial das atividades do Judiciário está marcado para 2 de fevereiro.
A movimentação de Fachin ocorre em um momento em que cresce, nos bastidores de Brasília, a defesa para que Dias Toffoli deixe a relatoria do caso Banco Master. O ministro tem sido alvo de críticas, especialmente por parte de delegados da Polícia Federal, após decisões tomadas no âmbito da Operação Compliance Zero.
Entre os principais pontos de insatisfação está a determinação de Toffoli para que as provas obtidas na investigação fiquem sob a guarda da Procuradoria-Geral da República (PGR), e não diretamente com a autoridade policial. Embora o ministro tenha autorizado que quatro peritos da PF acompanhem a extração de dados e a perícia, delegados avaliam que a condução técnica deveria permanecer integralmente sob responsabilidade da corporação.
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