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Flávio Bolsonaro escolhe Deltan Dallagnol para analisar documentos de sigilo de Lula
Flávio Bolsonaro escolhe Deltan Dallagnol para analisar documentos de sigilo de Lula
Por: Redação
22/10/2026 às 11:56
● Atualizado em 22/10/2026 às 11:57

Foto: Reprodução
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) escolheu o ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo-PR) para analisar os documentos relacionados à abertura de sigilos bancários e fiscais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de pessoas próximas ao chefe do Executivo. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (22), em meio à repercussão do desafio lançado pelos dois candidatos durante a campanha eleitoral.
De acordo com informações, Dallagnol foi escolhido em razão de sua experiência em investigações financeiras, especialmente durante sua atuação na Operação Lava Jato.
A equipe de Flávio pretende examinar os extratos e relatórios apresentados para identificar possíveis inconsistências nos registros. Em comunicado, a campanha afirmou que a análise deverá ser criteriosa e que a divulgação de informações financeiras precisa ser acompanhada da verificação dos documentos.
A eventual identificação de divergências, entretanto, dependerá do exame dos registros e de sua contextualização. Até o momento, a escolha de Dallagnol para a tarefa não representa comprovação de irregularidades por parte de Lula ou de seus familiares.
Disputa sobre abertura de sigilos começou em debate
A iniciativa ocorre após o debate presidencial promovido pela TV Band no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio Bolsonaro a autorizar a divulgação de seus dados bancários e telefônicos.
Na sequência, o senador afirmou que aceitaria o desafio, desde que a abertura dos dados também abrangesse familiares, assessores e pessoas que, segundo sua campanha, deveriam ser incluídas na análise.
Na terça-feira (20), Lula encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento autorizando a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, além de informações relativas a familiares e empresas vinculadas a ele. A autorização foi condicionada à adoção de medida equivalente por Flávio Bolsonaro.
O tema passou a ocupar espaço na disputa eleitoral, com as duas campanhas apresentando exigências sobre quais pessoas, empresas e registros deveriam ser incluídos na iniciativa.
Documentos incluem dados de familiares e pessoas próximas
Entre as pessoas cujos dados foram mencionados por Lula estão a primeira-dama, Janja da Silva, e o filho do presidente Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Também aparece Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência.
A campanha de Flávio defendeu que a análise considere documentos e registros relacionados às pessoas incluídas nas solicitações apresentadas à Justiça Eleitoral.
O alcance efetivo da abertura de sigilos, porém, depende do conteúdo das autorizações formalizadas e dos procedimentos aplicáveis a cada conjunto de informações. A apresentação de um pedido não significa que todos os documentos solicitados tenham sido automaticamente liberados para consulta ou divulgação pública.
Experiência na Lava Jato é citada como justificativa
Dallagnol ganhou projeção nacional ao coordenar a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, investigação que apurou esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo agentes públicos e empresários.
Segundo relatos publicados pela imprensa, a campanha de Flávio considera essa experiência relevante para o exame dos documentos financeiros. O trabalho deverá se concentrar na leitura dos registros e na identificação de informações que a equipe do senador considere necessário esclarecer.
A análise também tem potencial de repercussão política, uma vez que ocorre poucos dias antes do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.
Até a conclusão do exame, eventuais suspeitas ou inconsistências identificadas precisarão ser verificadas com base nos documentos e em informações adicionais antes que possam sustentar conclusões sobre a conduta de qualquer pessoa citada.
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