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Flávio Bolsonaro ironiza erro de português de Moraes e compara ministro a “pirata”: “Isso é tirania”
Flávio Bolsonaro ironiza erro de português de Moraes e compara ministro a “pirata”: “Isso é tirania”
Senador critica despacho do STF que adverte Bolsonaro e aponta erro gramatical: “A Justiça é cega mais não é tola?”
Por: Redação
25/07/2025 às 09:10

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais nesta quinta-feira (24) para ironizar um erro de português em um despacho assinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). No documento, Moraes escreveu a frase: “A Justiça é cega mais não é tola”, usando incorretamente a palavra “mais” no lugar de “mas”.
“Alexandre de Moraes cometeu um erro de português ridículo. Acredito que não seja ele que faz as decisões, mas que ele ao menos revise isso. Um erro de português desses. Ele não está nem enxergando isso mais?”, afirmou Flávio.
A decisão em questão advertia o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o risco de prisão preventiva, após o ministro considerar que ele teria violado medidas cautelares ao aparecer em vídeo publicado por terceiros nas redes sociais. Apesar disso, Moraes optou por não decretar a prisão, considerando que a infração foi “isolada”.
Críticas ao STF e comparação com tirania
Flávio Bolsonaro foi além da crítica gramatical e comparou Moraes a um pirata. “Quando ele fala que a Justiça é cega, a analogia que faço é que ele parece um pirata: aquele cara que age fora da lei, que por ter um olho em terra de cegos se sente rei e acha que pode fazer o que quiser. Isso é uma tirania”, declarou.
A fala do senador faz parte de uma crescente escalada retórica de figuras ligadas à oposição em relação às decisões do Judiciário. Flávio tem sido um dos principais críticos de Alexandre de Moraes, principalmente no contexto das investigações envolvendo o ex-presidente e aliados.
“Internação compulsória” e censura velada
Em outras ocasiões, o parlamentar já declarou que o ministro do STF “precisa de internação compulsória”. Também atacou as medidas que restringem a liberdade de expressão de Jair Bolsonaro, classificando as proibições de se manifestar, mesmo por terceiros, como autoritárias.
A decisão de Moraes ocorre em meio ao avanço das investigações sobre tentativa de golpe, milícias digitais e manipulação de dados. Bolsonaro, que já teve o passaporte apreendido e está proibido de se comunicar com aliados próximos, enfrenta restrições cada vez mais rígidas impostas pela Suprema Corte.
Já aliados do ex-presidente, como Flávio, veem nas decisões uma perseguição política institucionalizada. As críticas ao Judiciário ganharam fôlego após a fuga de Carla Zambelli para a Itália, e a pressão tem aumentado para que instâncias internacionais acompanhem os desdobramentos das ações do STF no Brasil.
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