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Justiça manda ouvir deputado em ação sobre suposta rachadinha ligada à chefe de gabinete de Hugo Motta

Justiça manda ouvir deputado em ação sobre suposta rachadinha ligada à chefe de gabinete de Hugo Motta

Wilson Santiago foi arrolado como testemunha em processo que apura suspeitas de funcionário fantasma e desvio de recursos públicos

Por: Redação

26/06/2026 às 07:57

Imagem de Justiça manda ouvir deputado em ação sobre suposta rachadinha ligada à chefe de gabinete de Hugo Motta

Foto: Reprodução/ Redes sociais

A Justiça Federal determinou que o deputado federal Wilson Santiago (Republicanos-PB) preste depoimento como testemunha em uma ação de improbidade administrativa que investiga um suposto esquema de rachadinha envolvendo Ivanadja Velloso Meira Lima, atual chefe de gabinete do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Ivanadja é ré em uma ação proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), que a acusa de movimentar a conta bancária de um funcionário fantasma enquanto ambos atuavam no gabinete de Wilson Santiago. O pedido para ouvir o parlamentar foi apresentado pela própria defesa de Ivanadja e aceito pela juíza Maria Cecília de Marco Rocha, da 9ª Vara Federal Cível.

Segundo o MPF, entre novembro de 2005 e novembro de 2009, um servidor nomeado para o gabinete de Wilson Santiago teria recebido salários da Câmara dos Deputados sem exercer efetivamente a função. De acordo com a acusação, Ivanadja possuía procuração para movimentar a conta bancária do servidor durante esse período.

A ação aponta que o funcionário, identificado como Francisco Macena Duarte, trabalhava simultaneamente como motorista na Prefeitura de Poço de Dantas (PB). Em depoimento ao Ministério Público da Paraíba, ele afirmou que não sabia quanto recebia da Câmara dos Deputados, não conhecia Brasília e sequer lembrava o número da conta em que o salário era depositado.

Ainda conforme o processo, a Câmara dos Deputados pagou aproximadamente R$ 224 mil ao servidor entre 2005 e 2009. O MPF sustenta que Ivanadja utilizava uma procuração que lhe permitia realizar saques, emitir cheques e movimentar os valores da conta em nome do funcionário.

Na defesa apresentada à Justiça, Ivanadja nega ter praticado ato de improbidade administrativa. Ela afirma que não houve enriquecimento ilícito nem prejuízo ao erário e sustenta que eventual movimentação bancária ocorreu de forma legítima, com base na procuração concedida pelo servidor. A defesa também afirma que não há comprovação de que ela tenha realizado os saques apontados pelo MPF.

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