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Flávio Bolsonaro ironiza homenagem a Lula na Sapucaí e cobra devolução de recursos do INSS
Flávio Bolsonaro ironiza homenagem a Lula na Sapucaí e cobra devolução de recursos do INSS
Pré-candidato ao Planalto diz que só irá ao desfile se “filho do Lula devolver o dinheiro dos aposentados”
Por: Redação
12/02/2026 às 09:44
Foto: Beto Barata/Agência Senado
Pré-candidato ao Palácio do Planalto em oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu reagir à homenagem que será feita ao petista durante o Carnaval deste ano na Marquês de Sapucaí.
Questionado se compareceria ao desfile, Flávio respondeu em tom de provocação: “Só vou para o desfile se o filho do Lula devolver o dinheiro dos aposentados do INSS”.
Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador foi escolhido pelo pai como seu representante político para a disputa presidencial de 2026. Apesar de afirmar que passará o feriado no Rio de Janeiro, disse que não pretende comparecer à Sapucaí. “Vou ficar com a família no Rio, mas sem agitação”, declarou.
O presidente Lula irá à Marquês de Sapucaí no domingo (15/2) para assistir ao desfile da Acadêmicos de Niterói, escola que apresentará o enredo em homenagem ao chefe do Executivo.
O petista não desfilará na avenida. Ele acompanhará a apresentação em camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro, espaço cedido pelo prefeito Eduardo Paes (PSD).
A homenagem ocorre em meio a críticas da oposição, que questiona a exposição do presidente em evento cultural de grande visibilidade durante ano pré-eleitoral.
A declaração de Flávio faz referência às investigações envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS. Em dezembro de 2025, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a comissão pretendia ouvir Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Segundo Viana, o objetivo seria esclarecer o depoimento de uma testemunha que mencionou suposto lobby em favor do empresário Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. O requerimento de convocação do filho do presidente, no entanto, foi rejeitado, sob o argumento de que ainda não havia provas suficientes que confirmassem o relato.
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