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Flávio Bolsonaro pede mais prazo para depor em investigação sobre publicação contra Lula

Flávio Bolsonaro pede mais prazo para depor em investigação sobre publicação contra Lula

Defesa do senador solicita prorrogação à Polícia Federal, cita agenda da pré-campanha presidencial e pedido será analisado por Alexandre de Moraes

Por: Redação

16/07/2026 às 16:11

Imagem de Flávio Bolsonaro pede mais prazo para depor em investigação sobre publicação contra Lula

Foto: Reprodução

A defesa do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitou à Polícia Federal (PF) a prorrogação do prazo para seu depoimento no inquérito que apura uma suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo caso.

O requerimento foi protocolado no último dia do prazo inicialmente estabelecido para a oitiva. Segundo a PF, desde 7 de julho houve contato com a defesa do senador para definir uma data para o depoimento, inclusive com a oferta de realização por videoconferência.

Os advogados de Flávio argumentam que o período concedido foi reduzido e afirmam que a intensa agenda da pré-campanha presidencial, marcada por viagens e compromissos previamente agendados, inviabilizou a realização da oitiva dentro do prazo fixado.

Na manifestação enviada à Polícia Federal, a defesa também sustenta que o adiamento não causaria prejuízo às investigações. Os advogados alegam que outros inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes permaneceram em tramitação por longos períodos e destacam que o procedimento envolvendo o senador foi instaurado há cerca de três meses.

A investigação teve origem após uma publicação feita por Flávio Bolsonaro nas redes sociais, na qual o parlamentar escreveu que "Lula será delatado" ao comentar a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelo Exército dos Estados Unidos. Em outra etapa do processo, a defesa do senador chegou a solicitar o depoimento de autoridades e personalidades, entre elas integrantes do governo norte-americano, a líder opositora venezuelana María Corina Machado, o senador Sergio Moro (PL-PR) e ex-executivos da Odebrecht, pedidos que foram negados por Alexandre de Moraes.

Embora a Polícia Federal já tenha concluído o relatório da investigação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que Flávio Bolsonaro seja ouvido antes do encerramento do caso. Segundo a manifestação da PGR, o depoimento permitirá ao senador exercer plenamente sua defesa e, caso entenda necessário, apresentar eventual retratação, hipótese que pode afastar a aplicação de pena nos termos do Código Penal. A decisão sobre a prorrogação do prazo caberá ao ministro Alexandre de Moraes.

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