Flávio critica diretor-geral da PF e diz ser alvo de perseguição política
Senador afirma que comando da Polícia Federal perdeu autonomia no governo Lula e nega irregularidades em notas fiscais de seu escritório
Por: Redação
24/07/2026 às 07:08
Foto: Reprodução
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez críticas ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante uma transmissão ao vivo realizada nesta quinta-feira (23). Na ocasião, o parlamentar afirmou que o chefe da corporação atua como "pau-mandado de Lula" e alegou que a Polícia Federal perdeu autonomia sob o atual governo.
Segundo Flávio, as críticas são direcionadas à direção da Polícia Federal e não aos policiais federais. O senador afirmou que o comando da instituição estaria subordinado aos interesses do Palácio do Planalto.
Durante a transmissão, o pré-candidato também declarou que é alvo de uma campanha de perseguição semelhante à enfrentada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, setores da imprensa promovem uma "construção de narrativa" para desgastar sua imagem e influenciar a opinião pública.
"A perseguição é desproporcional. Não adianta eu ficar me explicando ponto a ponto cada vez que me acusam de alguma coisa porque não tem nada, mas cria-se essa atmosfera [...]. Não sou investigado em absolutamente nada. É só a imprensa me julgando e me condenando todos os dias, 24 horas por dia", afirmou.
Flávio também comentou reportagem sobre duas notas fiscais emitidas e posteriormente canceladas por seu escritório de advocacia para a Copenhagen Consultoria, empresa citada em investigações relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. De acordo com a reportagem mencionada pelo senador, os documentos totalizavam R$ 1 milhão.
O parlamentar negou qualquer irregularidade e afirmou que o serviço não chegou a ser prestado, tampouco houve recebimento de valores. Segundo ele, a divulgação das notas fiscais representa uma quebra do sigilo de seu escritório de advocacia, já que, em sua avaliação, os documentos deveriam permanecer restritos às partes envolvidas e aos órgãos competentes.
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