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Gilmar Mendes afirma que pedido de indiciamento da CPI não tem base legal

Gilmar Mendes afirma que pedido de indiciamento da CPI não tem base legal

Ministro do STF critica atuação da comissão e diz que competência para esse tipo de medida é de outros órgãos

Por: Redação

14/04/2026 às 15:38

Imagem de Gilmar Mendes afirma que pedido de indiciamento da CPI não tem base legal

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou nesta terça-feira (14) que o pedido de indiciamento apresentado no relatório da CPI do Crime Organizado não possui base legal.

O documento, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), solicita o indiciamento de Gilmar Mendes, dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por crimes de responsabilidade.

Gilmar foi o primeiro entre os citados a se manifestar publicamente sobre o relatório. A votação do parecer final da CPI está prevista para esta terça-feira, no Senado.

Em publicação nas redes sociais, o ministro afirmou que pedidos de responsabilização por crime de responsabilidade seguem rito específico e não cabem a comissões parlamentares de inquérito.

“Essa lei [do Impeachment], ao definir as competências e o rito do impeachment, atribui o processamento e o julgamento do pedido a órgãos específicos — como a Mesa do Senado, a Comissão Especial e o Plenário da Casa — sem sequer prever a atuação de CPIs nesse procedimento”, declarou.

O magistrado também criticou a inclusão de decisões judiciais no relatório da CPI, especialmente no que diz respeito à concessão de habeas corpus durante os trabalhos da comissão.

“Igualmente grave é a tentativa de criminalizar a concessão de habeas corpus — expediente conhecido como ‘crime de hermenêutica’, que já em 1896 Rui Barbosa denunciava como tentativa tacanha de substituir a consciência de juízes independentes pelo arbítrio de governos prepotentes”, afirmou.

Gilmar Mendes reconheceu a legitimidade das CPIs como instrumento de fiscalização, mas disse que o uso do mecanismo para finalidades que extrapolem suas atribuições pode comprometer sua credibilidade institucional.

Segundo o ministro, eventuais excessos devem ser analisados pelos órgãos competentes.

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